Emprego na indústria registra estabilidade em abril
O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março, mas recuou 0,5% ante o mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março
O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março, mas recuou 0,5% ante o mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Em março, o emprego na indústria havia voltado a subir na comparação mensal, com avanço de 0,2%, depois de também ter mostrado estabilidade em fevereiro e ter recuado 0,1% em janeiro.
Entretanto, na comparação anual, a queda no total de pessoal ocupado na indústria marcou o 19º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, ainda que o menos intenso desde janeiro do ano passado, quando houve queda de 0,4%.
A estabilidade vista em abril vai na contramão do resultado da produção industrial no mesmo mês, quando houve alta de 1,8% frente a março, segundo mês seguido de crescimento. Apesar disso, analistas ainda mantêm a cautela sobre se essa recuperação da indústria é sustentável.
Segundo o IBGE, na comparação com abril de 2012, o contingente de trabalhadores sofreu redução em oito das 14 áreas pesquisadas. O principal impacto negativo veio da Região Nordeste, com recuo de 4%, com quedas em Pernambuco (-7,3%) e Bahia (-5,3 %).
Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram de Santa Catarina (1,4%) e Região Norte e Centro-Oeste (1,1%).
O IBGE informou ainda que o número de horas pagas subiu 1,0% em abril em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, após queda de 0,3% registrada em março. A leitura foi a maior expansão desde outubro do ano passado, quando houve alta de 1,1%.
Na comparação com um ano antes, o número de horas pagas teve ligeira alta de 0,1% em abril, ante queda de 1,5% em março na mesma base de comparação, interrompendo 19 meses de taxas negativas consecutivas nesse tipo de confronto.
O desempenho da indústria brasileira foi errático no início do ano apesar das várias medidas de estímulo do governo, colaborando para o fraco crescimento de apenas 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Dentro do PIB, a indústria teve retração de 0,3% no período.
Diante desse cenário, as apostas são de que a economia brasileira irá crescer em torno de 2,5% neste ano.
Apesar disso, a taxa de desemprego do país se mantém em nível baixo, embora tenha subido ligeiramente pelo quarto mês seguido em abril, atingindo 5,8%.
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