Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Emprego na indústria registra estabilidade em abril

O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março, mas recuou 0,5% ante o mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.

Quarta, 12 de Junho de 2013 às 08:27, por: CdB
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O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março
O emprego na indústria brasileira registrou estabilidade em abril na comparação com março, mas recuou 0,5%  ante o mesmo mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira. Em março, o emprego na indústria havia voltado a subir na comparação mensal, com avanço de 0,2%, depois de também ter mostrado estabilidade em fevereiro e ter recuado 0,1% em janeiro. Entretanto, na comparação anual, a queda no total de pessoal ocupado na indústria marcou o 19º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, ainda que o menos intenso desde janeiro do ano passado, quando houve queda de 0,4%. A estabilidade vista em abril vai na contramão do resultado da produção industrial no mesmo mês, quando houve alta de 1,8% frente a março, segundo mês seguido de crescimento. Apesar disso, analistas ainda mantêm a cautela sobre se essa recuperação da indústria é sustentável. Segundo o IBGE, na comparação com abril de 2012, o contingente de trabalhadores sofreu redução em oito das 14 áreas pesquisadas. O principal impacto negativo veio da Região Nordeste, com recuo de 4%, com quedas em Pernambuco (-7,3%) e Bahia (-5,3 %). Por outro lado, as principais contribuições positivas vieram de Santa Catarina (1,4%) e Região Norte e Centro-Oeste (1,1%). O IBGE informou ainda que o número de horas pagas subiu 1,0%  em abril em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, após queda de 0,3%  registrada em março. A leitura foi a maior expansão desde outubro do ano passado, quando houve alta de 1,1%. Na comparação com um ano antes, o número de horas pagas teve ligeira alta de 0,1%  em abril, ante queda de 1,5% em março na mesma base de comparação, interrompendo 19 meses de taxas negativas consecutivas nesse tipo de confronto. O desempenho da indústria brasileira foi errático no início do ano apesar das várias medidas de estímulo do governo, colaborando para o fraco crescimento de apenas 0,6%  do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Dentro do PIB, a indústria teve retração de 0,3%  no período. Diante desse cenário, as apostas são de que a economia brasileira irá crescer em torno de 2,5%  neste ano. Apesar disso, a taxa de desemprego do país se mantém em nível baixo, embora tenha subido ligeiramente pelo quarto mês seguido em abril, atingindo 5,8%.
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