Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Emprego na indústria recua pela primeira vez em 18 meses

Quinta, 10 de Fevereiro de 2011 às 05:34, por: CdB
renault-300x170.jpg
Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a atividade industrial recuou em dezembro de 2010. O faturamento caiu 0,6%, as horas trabalhadas sofreram queda de 2,2% e o emprego na indústria diminuiu 0,5% em relação a novembro. A diminuição do emprego ocorreu pela primeira vez em 18 meses. O único indicador que não apresentou recuo foi o da utilização de capacidade instalada – que se manteve na média de 82,8% (ligeiro aumento de 0,2 ponto percentual em relação a novembro). Otimismo O fraco desempenho da indústria no período não reduziu as expectativas da montadora francesa Renault com o mercado nacional. A indústria prevê que o Brasil seja seu segundo maior mercado até 2013, superando a Alemanha e em linha com a tendência já identificada por outras montadoras. Segundo o plano estratégico da empresa até 2013, divulgado nesta quinta-feira, a Rússia será o quarto maior mercado da Renault e a Índia subirá 20 posições, assumindo a 11ª em dois anos. A montadora de origem francesa informou que não planeja entrar no mercado chinês, o maior do mundo, nos próximos dois anos. O plano da Renault foi anunciado um dia depois que a rival francesa PSA Peugeot Citroen divulgou que vai focar na Índia como forma de reduzir sua dependência dos estagnados mercados de veículos da Europa. A Renault teve lucro líquido de 3,42 bilhões de euros em 2010, revertendo prejuízo em 2009 de 3,13 bilhões. A empresa inverteu os resultados após a venda de ações na Volvo, que rendeu ganho de 2 bilhões de euros. A montadora divulgou que espera vendas em volume e receita maiores em 2011 em relação a 2010 e que tem como meta obter um fluxo operacional de caixa livre de 500 milhões de euros. – Temos um plano que considero mais robusto hoje, com estimativas em alguns casos que são até conservadoras, para assegurar que a Renault tenha todas as chances de ser bem sucedida – disse o presidente-executivo da montadora, Carlos Ghosn. O plano prevê um aumento no número de modelos oferecidos pelas marcas do grupo, incluindo a sul-coreana Renault Samsung e a romena Dacia. A estratégia estabelece que 80 por cento dos novos modelos entre 2014 e 2016 sejam baseados em uma plataforma compartilhada com um parceiro, em uma estratégia do grupo para aumentar sinergias com a Nissan e a Daimler. Ghosn afirmou que a Renault quer que as três parceiras gerem sinergias combinadas de pelo menos 1 bilhão de euros por ano durante o plano. Em 2010, Renault, Nissan e Daimler concordaram em trocar pequenas participações e trabalharem juntas no desenvolvimento de veículos.
Tags:
Edições digital e impressa