O emprego na indústria brasileira ficou estável em junho na comparação com maio, depois de ter registrado em maio a primeira queda mensal do ano, mas indicando que a instabilidade da produção dificulta uma aceleração no ritmo de contratações.
O emprego na indústria brasileira ficou estável em junho na comparação com maio, depois de ter registrado em maio a primeira queda mensal do ano, mas indicando que a instabilidade da produção dificulta uma aceleração no ritmo de contratações.
Em maio, o emprego na indústria caiu 0,4%, de acordo com dados revisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, após anunciar recuo de 0,5% anteriormente.
Em relação ao mesmo mês de 2012, o total de pessoal ocupado na indústria recuou 0,4%, 21º resultado negativo nesse tipo de comparação.
O IBGE informou ainda que o número de horas pagas caiu 0,6 por cento em junho em relação ao mês anterior
- O emprego industrial mostra uma estabilidade que já se vê ao longo de 2013, dando conta de um mercado de trabalho ligado à maior instabilidade e volatilidade na produção industrial - disse o economista do IBGE, André Macedo. "Uma produção mais volátil não se traduz em contratações."
Em junho, a produção industrial brasileira avançou 1,9%, anulando a queda vista em maio. Entretanto, o comportamento irregular e a falta de confiança da atividade ainda provocam cautela e impedem uma retomada do otimismo.
- O crescimento na margem da produção não rebate necessariamente em contratações, até porque o mercado de trabalho atua com uma certa defasagem tanto para cima quanto para baixo - acrescentou Macedo.
Segundo o IBGE, na comparação com junho de 2012, o contingente de trabalhadores sofreu redução em nove dos 14 locais pesquisados, sendo o principal impacto negativo da região Nordeste, com queda de 3,5%.
O IBGE também destacou os resultados negativos no Rio Grande do Sul (-2,1%), Bahia (-5,6%) e Pernambuco (-5,9%).
Por outro lado, Santa Catarina deu a principal contribuição positiva com alta de 1,4%, enquanto São Paulo teve variação positiva de 0,1%.
- São Paulo tem uma produção com melhor ritmo nos últimos meses e isso pode ter uma relação com o mercado de trabalho. É apenas um ligeiro sinal de melhora no principal Estado produtor do país que representa mais de 40% da pesquisa - destacou o economista do IBGE.
Horas pagas
O IBGE informou ainda que o número de horas pagas caiu 0,6% em junho em relação ao mês anterior, segunda taxa negativa seguida.
Sobre junho de 2012, o número de horas pagas recuou 0,4%, após ficar estável em maio, sendo que as principais influências negativas vieram de calçados e couro (-6,5%), outros produtos da indústria de transformação (-4,6%), máquinas e equipamentos (-2,4%) e produtos têxteis (-3,6%).
Já o principal impacto positivo veio do setor de alimentos e bebidas, com alta de 2,1 por cento, seguido por meios de transporte (3,0%) e borracha e plástico (3,2%).
Apesar dos melhores sinais tanto da produção quanto do emprego na indústria em junho, as indicações futuras para o setor não são animadoras. Em julho, o Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) recuou 4,0%, atingindo o menor nível desde julho de 2009.
Além disso, a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial apontou contração em julho pela primeira vez desde setembro, com redução da força de trabalho.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.