Rio de Janeiro, 02 de Setembro de 2026

Emprego na indústria cresce pelo sétimo mês seguido

O emprego na indústria registrou em julho um crescimento de 0,3% na comparação com o registrado em junho. Esse é o sétimo resultado mensal positivo consecutivo. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Sexta, 10 de Setembro de 2010 às 12:10, por: CdB

O emprego na indústria registrou em julho um crescimento de 0,3% na comparação com o registrado em junho. Esse é o sétimo resultado mensal positivo consecutivo. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a julho de 2009, a alta foi de 5,4%, sexta taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação. O índice acumulado do ano ficou em 2,9%, enquanto o dos últimos 12 meses saiu de -1,5% em junho para -0,5% em julho. De acordo com o IBGE, esse resultado acentua a redução da queda iniciada em dezembro do ano passado. Para os técnicos do instituto, os números positivos de julho refletem o aumento nas contratações em 2010 e também a baixa base de comparação, decorrente dos efeitos da crise econômica internacional. A folha de pagamento real dos trabalhadores na indústria cresceu 1,9% em relação a junho, e 11,2% na comparação com julho de 2009. O acumulado do ano, a alta chega a 5,6%. Segundo o IBGE, o emprego industrial cresceu na comparação ano a ano em todas as regiões pesquisadas, com destaque para o Rio de Janeiro (9%), Norte e Centro-Oeste (8,1%), Nordeste (7,7%) e Rio Grande do Sul (7,1%). Em Minas Gerais, o crescimento foi de 4,4%, e em São Paulo, de 3,9%. Maior rotatividade Já a rotatividade no mercado de trabalho formal brasileiro aumentou nos últimos anos, e o tempo médio de permanência do funcionário no emprego é de apenas 5,1 anos, segundo diagnóstico encomendado pelo Ministério do Trabalho ao Dieese, divulgado nesta manhã. O estudo mostra que a permanência e a saída de trabalhadores do mercado no período de um ano saltou de 29,6% para 33,9% entre 2003 e 2008. Ainda segundo o estudo, a tendência é de recuo da taxa em 2009, devido à crise no mercado de trabalho provocada pelos abalos na economia, mas tende a aumentar novamente ao longo deste ano. Entre os principais setores mais afetados pela alta rotatividade no emprego estão a construção civil, a agricultura, o comércio e um subsetor de serviços de comércio: a administração de imóveis, apontou a pesquisa. Uma das hipóteses para o fenômeno é que patrões e empregados simulem a demissão do funcionário para que ele tenha acesso ao benefício social e possa sacar os recursos depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

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