Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Emprego na indústria brasileira registra queda de 0,5% em maio

O emprego na indústria brasileira recuou 0,5% em maio deste ano, em relação ao mês anterior. É a primeira queda do indicado, que havia apresentado estabilidade nos dois primeiros meses do ano, com leve alta de 0,2% em março e estabilidade em abril.

Quarta, 10 de Julho de 2013 às 06:42, por: CdB
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O emprego na indústria brasileira recuou 0,5% em maio deste ano, em relação ao mês anterior
O emprego na indústria brasileira recuou 0,5% em maio deste ano, em relação ao mês anterior. É a primeira queda do indicador, que havia apresentado estabilidade nos dois primeiros meses do ano, com leve alta de 0,2% em março e estabilidade em abril. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com maio de 2012, a queda foi ainda maior (-0,7%). No acumulado do ano, o recuo  chega a 0,8%. Nos últimos 12 meses, o emprego industrial tem uma queda acumulada de 1,3%. Entre os 18 setores industriais pesquisados, nove tiveram queda no pessoal ocupado, na comparação de maio deste ano com o mesmo período do ano passado. As principais atividades responsáveis pelas quedas foram a de calçados e couro (-6,5%), a de máquinas e equipamentos (-3,3%), outros produtos da indústria de transformação (-4,4%), a de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-3,5%) e a de vestuário (-2,5%). Setores como alimentos e bebidas, com aumento de 2,4% no emprego, e borracha e plástico, com alta de 2,7%, evitaram uma redução maior do indicador de maio de 2012 para maio deste ano. As horas pagas também tiveram queda nos quatro tipos de comparação: -0,7% em relação a abril deste ano, -0,1% em relação a maio de 2012, -1% no acumulado do ano e -1,6% no acumulado dos 12 meses. Por outro lado, no entanto, de acordo com a pesquisa do IBGE, houve aumentos da folha de pagamento real de 1,7% na comparação com abril deste ano, de 5,8% na comparação com maio de 2012, de 2,8% no acumulado do ano e de 3,9% no acumulado dos últimos 12 meses. Construção civil No Pará, o setor da construção civil cresceu aproximadamente 5% no primeiro semestre de 2013, aponta estudo do Dieese/PA. Esse crescimento representa um saldo positivo de quase 5 mil postos de trabalhos gerados, o maior entre os Estados do Norte. Nos últimos 12 meses, o saldo positivo de emprego do setor no estado alcança aproximadamente 11 mil postos de trabalho. O balanço efetuado pelo Dieese/PA sobre a flutuação dos postos de trabalhos no mês de maio, tomando como base as informações oficiais do Ministério do Trabalho, através do cadastro geral de empregados e desempregados, mostra crescimento de 0,67% na geração de empregos formais. Foram feitas no mês, em todo o estado, 7.504 admissões contra 6.833 desligamentos, gerando um saldo positivo 671 postos de trabalho. No mesmo período do ano passado, o setor também apresentou crescimento de empregos formais, porém, a geração de postos de trabalhos foi menor que o verificado este ano. Naquele período, foram feitas 6.001 admissões contra 5.508 desligamentos, gerando um saldo positivo de 493 postos. Comparando com os sete estados da região Norte, as análises mostram que a maioria apresentou saldos positivos de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados, com destaque para o estado do Pará, com saldo de 671 postos, seguido do estado do Acre, com saldo positivo de 287 postos de trabalho e do estado do Tocantins, com saldo positivo de 131 postos de trabalho. O estado de Rondônia foi o que apresentou a maior perda de empregos formais, teve um saldo negativo de 1.227 postos de trabalho. Em maio, foram feitas em toda a região Norte, no setor da construção civil, 14.600 admissões contra 15.009 desligamentos, gerando um saldo negativo de 409 postos de trabalho.
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