O nível de emprego no setor industrial brasileiro subiu pelo segundo mês consecutivo, com alta de 0,7% em julho, em relação ao mês anterior, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que a variação foi a maior desde maio de 2004, quando a expansão foi de 1%. Segundo o IBGE, entre julho de 2007 e julho de 2008, houve crescimento dos postos de trabalho em 13 dos 18 setores pesquisados, com destaque para os setores de máquinas e equipamentos (12,3%), meios de transporte (9,6%), máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (11,6%) e produtos químicos (11,1%).
Das14 regiões pesquisadas, 11 registraram crescimento no número de empregos. Os melhores desempenhos foram registrados em Minas Gerais, com aumento de 6,6% na geração de emprego, em comparação com julho do ano passado, seguido de São Paulo (4,3%) e Região Norte e Centro-Oeste (2,8%). Por outro lado, houve reduções no contingente de trabalhadores em Pernambuco (-4,4%), Santa Catarina (-1,1%) e Região Nordeste (-0,3%).
Aumento real
A folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria apresentou incremento de 1,3% em julho, em relação ao mês de junho. Já comparando com julho de 2007, o incremento foi de 6,9%. O estudo foi divulgado hoje (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento salarial na indústria, em São Paulo, que chegou a 7,4%, foi a principal contribuição para o bom resultado do índice. Os reajustes no setor industrial paulista foram impulsionados principalmente pelos ramos de produtos químicos (25,9%) e meios de transporte (10,3%).
Em todas as regiões analisadas, os maiores impactos positivos vieram de meios de transporte (11,9%), produtos químicos (16,6%), máquinas e equipamentos (8,3%) e minerais não-metálicos (18,2%). As maiores reduções salariais, no mês de julho, foram identificadas principalmente nos ramos de papel e gráfica (-3,6%), calçados e artigos de couro (-4,3%) e têxtil (-2,9%).