Guido Mantega "Posso garantir que a inflação será controlada no Brasil, e que no final do ano teremos inflação dentro das metas. O governo tomará todo o empenho para debelá-la, sem derrubar a demanda. Estamos controlando a inflação e ao mesmo tempo estimulando o investimento".
As garantias foram oferecidas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comparecer à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Declarações firmes e uma postura não ortodoxa marcam esta participação do ministro na Casa.
O ministro lembrou que a inflação hoje é um problema mundial e não atinge apenas o nosso país. Explicou que o panorama inflacionário mundial tem origem nos preços internacionais das commodities (matérias-primas) minerais e agrícolas.
"Não voltaremos às taxas do passado"
Ele destacou, também, que o petróleo pressiona esta alta internacional dos preços (e as taxas inflacionárias) e que nosso país “é menos suscetível” a essa flutuação por ser autossuficiente na produção de óleo, mesmo que sofra a pressão no diesel.
De acordo com a expectativa do titular da Fazenda, os preços do etanol devem cair ainda neste mês e a pressão sobre os preços dos alimentos idem, já que as chuvas devem parar, dois fatores que contribuirão para uma queda inflacionária.
"Não voltaremos às taxas de inflação que tivemos no passado”, assegurou Mantega para quem o Banco Central (BC) está empenhado neste sentido e o governo em buscar o controle fiscal para ajudar no controle inflacionário.
Caminhamos para o êxito nesta empreitada. Vejam, enquanto o ministro falava no Senado, o IBGE divulgou que a produção industrial registrou queda de 2,1% em março no país em comparação com o mesmo mês do ano passado. Portanto, ainda não dá para se falar propriamente em queda na atividade econômica. Pelo contrário, o consumo e a demanda continuam altos. Basta ver o volume de compras na Páscoa e as expectivas do comércio para o Dia das Mães, domingo próximo.
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