Rio de Janeiro, 15 de Março de 2026

Emocionado, Lula chora ao receber novo diploma

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou, nesta quinta-feira à noite, diante de uma platéia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao agradecer ao "povo humilde" que o apoiou no momento mais difícil de seu governo. (Leia Mais)

Quinta, 14 de Dezembro de 2006 às 21:46, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chorou, nesta quinta-feira à noite, diante de uma platéia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao agradecer ao "povo humilde" que o apoiou no momento mais difícil de seu governo. Ele chegou a interromper o discurso, durante os aplausos. Após a cerimônia de diplomação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva falou aos jornalistas no Salão Vermelho do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde recebeu os cumprimentos. Lula defendeu a luta contra a inflação e explicou os motivos que o levaram a chorar durante o discurso.

- Quem saiu na defesa das políticas sociais do governo, quem saiu na defesa do controle da inflação foi exatamento o povo mais humilde, que é quem ganha. Porque se tem uma coisa que faz o povo pobre comer mais é a inflação ser baixa. O povo percebeu isso e é isso que me emocionou mais uma vez - disse.

O presidente reeleito comparou as políticas econômicas atuais com as aplicadas em outros governos do passado.

- Se você pegar o período do Milagre Brasileiro, de 68 a 73, ou pegar o período Juscelino Kubitscheck, de 56 a 61, você vai perceber que o crescimento era, em média, oito ou nove por cento, mas a inflação era muito alta. E houve uma concentração de renda, porque sequer o aumento do salário mínimo acompanhava a inflação. Eu acho que o milagre que nós temos que fazer é compreender três coisas básicas: primeiro que o Brasil é um país capitalista e precisa ter capital circulando para as pessoas poderem fazer os investimentos. Segundo, é preciso a gente ter uma forte política de crédito para que o povo pobre possa se tornar cidadão. Terceiro, nós temos que ter uma forte política de crescimento, acompanhada de uma política social, com distribuição de renda - disse.

Ao final da entrevista, o presidente afirmou que o país não pode perder mais tempo:

- Se não, o Brasil perderá o bonde no século 21. Eles já perderam no século 19, no século 20, e nós não queremos perder no século 21. O Brasil precisa deixar de ser uma eterna promessa, para ser uma realidade.

Lula e o vice-presidente, José Alencar, foram diplomados em cerimônia acompanhada  pela presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, e ministros e políticos de diversos partidos, no Plenário do TSE.

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