A atriz Emma Thompson se uniu a especialistas da área de saúde e ativistas na segunda-feira para lançar uma coalizão que busca melhorar o tratamento e a prevenção da Aids para as mulheres.
As mulheres representam metade dos 40 milhões de pessoas que se estima que estejam infectadas no mundo. Na África, duas vezes mais mulheres jovens que homens foram infectadas pelo HIV.
A Coalizão Global para Mulheres e Aids, formada por organizações internacionais e pessoas famosas, também terá por objetivo combater a violência contra mulheres e as diferenças sociais e jurídicas que podem torná-las mais vulneráveis à Aids.
- Temos de fazer disso uma causa - afirmou Peter Piot, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para HIV/Aids (Unaids), em uma entrevista.
- Queremos dizer a essas mulheres que todas as injustiças e atos de discriminação tornaram-se mais letais devido à Aids.
A coalizão pretende dar início a mudanças que reduzam a vulnerabilidade das mulheres à doença e aumentem a capacidade delas de enfrentá-la.
A atriz Emma Thompson, vencedora do Oscar, Mary Robinson, ex-chefe do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, e outras mulheres de destaque, juntas com agências da Organização das Nações Unidas (ONU) vão participar da coalizão.
- Esta coalizão é uma oportunidade de se tornar realista em relação ao efeito catastrófico do HIV/Aids - disse Robinson.
Piot disse que a necessidade de uma coalizão para enfrentar o problema tornou-se clara há cerca de um ano porque os métodos de prevenção, como abstinência sexual, fidelidade e uso de preservativo, mostraram-se totalmente irrelevantes para as mulheres contaminadas por seus maridos.
- O casamento não protege contra a Aids - disse Piot.