Os documentos se assemelham a fichas de inscrição com 23 perguntas e contêm nomes de apoiadores do Estado Islâmico e de seus parentes, números de telefone e outros detalhes
Por Redação, com Reuters - de Londres/Beirute:
Milhares de documentos que identificam 22 mil apoiadores do Estado Islâmico em mais de 50 países foram entregues à Sky News por um ex-membro do grupo, relatou o canal de televisão britânico nesta quinta-feira.
A emissora disse ter informado as autoridades sobre os documentos, que estavam em um pendrive roubado do chefe da força de segurança interna do Estado Islâmico por um homem que fez parte do grupo rebelde Exército Livre da Síria antes de se unir à facção radical sunita.
Milhares de documentos que identificam 22 mil apoiadores do Estado Islâmico em mais de 50 países foram entregues à Sky News
O homem, que diz se chamar Abu Hamed, entregou o pendrive durante uma reunião em um local não revelado na Turquia, de acordo com a reportagem da Sky News.
Os documentos se assemelham a fichas de inscrição com 23 perguntas e contêm nomes de apoiadores do Estado Islâmico e de seus parentes, números de telefone e outros detalhes, como as áreas de especialização dos candidatos e quem os recomendou.
A Sky News disse que alguns dos nomes já são bem conhecidos, mas que os documentos também podem ajudar a identificar alguns extremistas até então desconhecidos das autoridades de seus países.
Grupo de monitoramento
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos afirmou nesta quinta-feira que o comandante militar do Estado Islâmico está gravemente ferido, mas ainda vivo, o que parece contradizer autoridades dos Estados Unidos que disseram que ele provavelmente morreu em um ataque aéreo norte-americano.
Na terça-feira, funcionários dos EUA disseram que Abu Omar al-Shishani, também conhecido como Omar, o Checheno, e descrito pelo Pentágono como o "ministro da guerra" da facção radical, foi alvejado perto da cidade síria de Al-Shadad.
Rami Abdulrahman, diretor do Observatório, disse que Omar ficou seriamente ferido, mas que não foi morto, e que foi levado para a base de operações do Estado Islâmico em Raqqa, na Síria, para ser tratado.
– Ele não morreu – afirmou Abdulrahman.
O Observatório diz que obtém suas informações de todos os lados do conflito. À agência inglesa de notícias Reuters não conseguiU verificar o relato de forma independente.
Nascido em 1986 na Geórgia, que então ainda era parte da União Soviética, Shishani tinha a reputação de ser um conselheiro militar próximo do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, cujos seguidores dizem que ele contava muito com Shishani.
Oposição síria
O principal conselho da oposição síria informou nesta quarta-feira que a agenda proposta pela Organização das Nações Unidas para conversas de paz era positiva e que notou menos violações governamentais de um acordo de cessar de hostilidades no dia anterior.
Salem Al-Muslat, porta-voz para o Comitê de Altas Negociações (HNC) da oposição, irá tomar em breve a decisão final de participar ou não das conversas em Genebra.
Falando após o enviado da ONU Staffan de Mistura dizer que as conversas iriam focar em um novo governo, Constituição e eleições, Muslat disse que o fato da transição política estar na agenda é positivo.
– Ouvimos o que o senhor De Mistura disse. Existem pontos positivos, existem questões que notamos que estão seguindo uma direção positiva – disse.
Ele disse que ajuda estava chegando a mais áreas, descrevendo o desenvolvimento como "positivo... talvez completo".
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