Rio de Janeiro, 29 de Setembro de 2026

Emissões de CO2 devem ser reduzidas em 40%

Os países industrializados precisam diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2020. Esta é a proposta apresentada por ativistas e especialistas. Faltando seis meses para aprovar um acordo pós-Kyoto, as metas de redução de gases poluentes desses Estados não se ajustam aos objetivos fixados pela ONU. (Leia Mais)

Terça, 09 de Junho de 2009 às 09:45, por: CdB

Os países industrializados precisam diminuir suas emissões de gases de efeito estufa em 40% até 2020.  Esta é a proposta apresentada por ativistas e especialistas, nesta segunda feira, no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, na Alemenha. 

Faltando seis meses para aprovar um acordo pós-Kyoto, as metas de redução de gases poluentes desses Estados não se ajustam aos objetivos fixados pela ONU.

Para impedir que ocorra um aumento de mais de 2ºC na temperatura até o final deste século, o corte de emissões deve ser de 95% até 2050.

As emissões de desmatamento precisam ser reduzidas em pelo menos 75% em todo o mundo até 2020, em relação aos níveis de 1990. Para as ONGs, é fundamental que o tema entre no acordo, já que o desflorestamento corresponde a cerca de 20% das emissões globais.

As emissões no mundo não podem continuar subindo depois de 2017, ano em que devem atingir o pico. Os países em desenvolvimento podem adotar metas voluntárias e reduzirem suas taxas em 51% até 2050.

Pesquisas mostram que, se as emissões forem 25% acima dos níveis de 2000 em 2020, a chance de exceder em 2C a temperatura será maior do que 50%.

Os países industrializados não estão mostrando a ambição necessária para combater a mudança climática, de acordo com o secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas Sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Ivo de Boer.

Segundo ele,  as propostas apresentadas na conferência realizada em Bonn, até agora por cerca de 30 países industrializados, entre eles quase toda a União Europeia, falam de reduzir as emissões entre 17% e 26% até 2020.

De Boer lamentou que a escassez de propostas esteja diminuindo o andamento das negociações, mas ressaltou que, por enquanto, não se pode falar de estagnação.

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