A quinta tempestade da temporada no Atlântico se transformou em furacão ao passar pelas ilhas Barlavento, no leste do Caribe. Com ventos de até 145 quilômetros por hora, o Emily se aproximou de Granada e de São Vicente e Granadinas, além de ameaçar a Venezuela e as Antilhas Holandesas.
No começo desta manhã, o furacão estava cerca de 70 quilômetros a este-sudeste de Granada e se dirigia a oeste a 29 quilômetros por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA.
Os alertas de tempestade em Barbados foram suspensos porque a tempestade deve passar bem ao sul da ilha. Mas ela se aproximou de Granada, que já teve mais de 905 das suas casas atingidas pelo furacão Ivan em setembro de 2004.
Os moradores das vizinhas São Vicente e Granadinas e de Santa Lúcia também foram orientados a se prepararem para a tempestade, assim como ocorreu no litoral da Venezuela, em Trinidad e Tobado e nas possessões holandesas de Aruba, Bonaire e Curaçao.
Na sua atual rota, o Emily deve avançar rapidamente pelo Caribe e passar ao sul da Jamaica no sábado. Ele atingiria a costa da península do Yucatán (México) na segunda-feira.
Há poucos dias, o furacão Dennis matou pelo menos 70 pessoas ao passar sobre Haiti, Jamaica e Cuba. No domingo, ele atingiu a costa da Flórida.
As autoridades dizem que houve 44 mortes no Haiti, 16 em Cuba, 1 na Jamaica. Nos EUA, foram sete mortes na Flórida, uma no Mississippi e uma na Geórgia.
No golfo do México, engenheiros tentam endireitar a maior plataforma de petróleo semi-submersa do mundo, a Thunder Hose, avaliada em 1 bilhão de dólares. Ela está inclinada por causa do Dennis, e os técnicos temem que a passagem do Emily a danifique de vez.
A empresa BP, dona da plataforma, disse na quarta-feira que ela está com uma inclinação de 20 graus, com sua borda quase tocando a água. A Thunder Hose foi planejada para entrar em funcionamento neste ano e bombear até 250 mil barris de petróleo por dia, além de grandes quantidades de gás natural.