O furacão Emily passou, entre quarta-feira e quinta-feira, pelo Caribe oriental, danificando alguns edifícios e residências, bloqueando ruas e provocando alguns deslizamentos de terra, mas sem provocar vítimas fatais.
Ao alcançar o Caribe, o Emily atingiu ventos de 150 km/h, como um furacão de categoria 1 na escala Saffir-Simpson (de 5), em Barbados, Trinidad e Tobago e São Vicente e Granadinas, antes de sair por Granada na madrugada de quinta-feira.
No momento, o Emily é um furacão de categoria 3 e nas próximas horas pode alcançar a categoria 4, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNH) com sede em Miami.
O fenômeno se desloca em direção à Jamaica, por onde deve passar entre a noite de sexta-feira e a madrugada de sábado, e a Península de Yucatán (leste do México).
Às 3h GMT (0h00 Brasília), seu centro estava 600 km ao sul-sureste de Santo Domingo e a 1.110 km de Kingston, acrescentou o CNH. Se deslocava a 32 km por hora com direção oeste-noroeste.
O departamento de Estado americano autorizou seus funcionários diplomáticos não essenciais a deixar Kingston.
A Jamaica está sob vigilância de furacão, o que significa que pode sentir os efeitos do Emily em 36 horas, apesar de esperar que o mesmo passe bastante ao sul.
Mais incerto são os efeitos sobre a Península de Yucatán, aonde pode chegar na noite de domingo, apesar de ser cedo para confirmar a previsão.
Em Granada, a ilha que mais preocupaba as autoridades, alguns telhados foram arrancados pela tempestade e outras residências foram danificadas, segundo os primeiros dados da Agência Caribenha de Respostas a Emergências e Desastres (CDERA), com sede em Barbados.
Granada foi arrasada há 10 meses pela passagem do furacão Ivan, que demoliu quase todos os edifícios da ilha, matando 37 pessoas e deixando desabrigados mais da metade de seus habitantes.
Emily danifica alguns edifícios e residências no Caribe
Sexta, 15 de Julho de 2005 às 03:56, por: CdB