O fim-de-semana foi importante para os emigrantes brasileiros, não só nos EUA, mas principalmente nos países em que seus filhos não ganham nacionalidade local.
Na sexta-feira e no sábado houve as primeiras manifestações internacionais da emigração brasileira, hoje equivalente a cerca de 4 milhões de brasileiros, mais de 200 mil crianças com risco de se tornarem apátridas aos 18 anos, mesmo se seus pais com seu trabalho enviam ao Brasil entre 6 a 8 bilhões de dólares por ano.
Diante do sucesso das manifestações em Washington, em Telavive, Zurique, Paris, Londres e em Nagoya Aichi, no Japão, pode-se dizer - a partir de agora nada mais será como antes, nas relações da metrópole com seus cidadãos emigrados, porque os brasileiros da emigração tomaram consciência de seus direitos e de sua força.
O movimento Brasileirinhos Apátridas, um autêntico movimento de cidadania, assumiu dimensão internacional com lideranças diversas, dispersas pelo mundo, pessoas que deram seu tempo e mesmo contribuíram com seu dinheiro benevolamente.
O movimento Brasileirinhos Apátridas permitiu, na luta pela nacionalidade das crianças nascidas no Exterior, a conscientização da emigração brasileira e abre agora caminho para novas conquistas como a representação das comunidades brasileiras com deputados em Brasília (já existe uma Proposta de Emenda Constitucional para isso, de autoria do senador Cristovam Buarque), a reivindicação pelo voto por correspondência para os emigrantes e por uma reformulação do conceito de serviço consular para um melhor atendimento dos brasileiros, para que não se repita a opacidade sobre a questão da nacionalidade dos filhos dos brasileiros.
Os dirigentes da comissão parlamentar - deputados Carlito Merss e Leo Alcântara,
respectivamente seus presidente e vice-presidente, mais a relatora Rita Camata prometem uma rápida votação e aplicação da Emenda 272.00 em favor dos brasileirinhos apátridas. Queremos acreditar nesse compromisso dos nossos legisladores e dos demais integrantes da comissão parlamentar da PEC 272.00.
Esperamos que o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia coloque ainda neste mês de junho em votação no