Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2026

Embraer perde mais uma fábrica no mundo

Quarta, 18 de Janeiro de 2006 às 11:51, por: CdB

Em reportagem publicada na edição desta quarta-feira do jornal estatal China Daily, foi noticiado o fim dos investimentos brasileiros na joint-venture formada pela Embraer e a estatal China Aviation Industry Corp. 2 para a construção de aeronaves naquele país. A Embraer admite, na matéria, que não tem conseguido encontrar compradores para o avião ERJ-145, fabricado no país asiático e com capacidade para cerca de 50 passageiros.

Desde que iniciou suas operações na China, em 2003, a empresa só concretizou a venda de 11 aeronaves, sendo seis para a China Southern Airlines e cinco para a China Eastern Airlines. Segundo o vice-gerente-geral da unidade chinesa, Jiang Da, a China Eastern chegou a anunciar em 2004 a encomenda de 10 aviões, mas atualmente reduziu-a para cinco.

O governo chinês, com interesse em constituir uma indústria nacional de aviação, negociou a criação da joint-venture com a Embraer. As frotas das principais companhias aéreas chinesas, no entanto, continuam majoritariamente compostas por aviões da indústria norte-americana Boeing e da européia Airbus. A Boeing prevê que, com o forte crescimento econômico, a China encomende cerca de 2.600 aviões nos próximos 20 anos. Muitas dessas aeronaves devem ser regionais, como o ERJ-145, e serão utilizadas em rotas menos populares.

Na semana passada, a Embraer anunciou que suspendeu a construção de uma fábrica na Flórida após perder um contrato que poderia chegar a US$ 8 bilhões para a construção de uma aeronave de defesa para o Exército dos Estados Unidos. A fábrica, que chegou a ter sua pedra fundamental lançada em 2004, nunca saiu do papel porque o Exército mostrava dúvidas sobre a viabilidade do projeto apresentado pelo consórcio formado pela fabricante de armamentos norte-americana Lockheed Martin e pela Embraer.

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