Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2026

Embraer diz que <i>transponder</i> do jato estava funcionando

Quarta, 18 de Abril de 2007 às 17:12, por: CdB

O presidente da Embraer, Maurício Botelho, falou pela primeira vez, nesta quarta-feira, sobre o acidente aéreo ocorrido em setembro de 2006, envolvendo um jato Legacy da companhia e um Boeing 737 da Gol, causando a morte de 154 pessoas.

- O transponder (aparelho que aponta a posição da aeronave no radar) estava funcionando normalmente, antes e depois (do acidente). Agora, o que aconteceu lá em cima, eu não sei -, disse, durante almoço com jornalistas.

Em dezembro, a Polícia Federal informou que os registros da caixa-preta do Legacy mostram que o equipamento ficou inoperante por cerca de 50 minutos. Só após o choque é que os pilotos americanos, Joseph Lepore e Jan Paul Paladino, teriam percebido que o transponder não funcionava. Segundo o delegado Ramon Almeida da Silva, não há indícios de que o desligamento tenha sido proposital.

O executivo da Embraer não quis avançar no assunto e destacou que os pronunciamentos oficiais sobre o caso cabem ao Comando da Aeronáutica e à Força Aérea Brasileira (FAB). Segundo ele, não houve prejuízo para a imagem da Embraer junto aos clientes.

Em entrevista recente, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, disse que as informações necessárias para o esclarecimento do acidente entre os aviões da Embraer e da Gol estão sendo apuradas.
 
Os pilotos do Legacy, os norte-americanos Joe Lepore e Jan Paul Paladino, foram até agora os únicos indiciados pela Polícia Federal. Para a polícia, eles colocaram a aeronave em risco. Em depoimento na PF de São Paulo, ambos não se pronunciaram e voltaram aos Estados Unidos.

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