O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) superou todas as expectativas dos analistas financeiros ouvidos pelo Correio do Brasil. Embora o preço dos produtos e insumos agrícolas apresentem queda nas últimas semanas, a inflação medida pelo índice atingiu 0,69% em abril, abaixo portanto do mês de março, quando os preços subiram 0,74%, segundo informe da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgado nesta terça-feira. A previsão média do mercado estava situada em 0,49%
Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (aqueles que já sofreram todas as transformações possíveis, como pão, máquinas etc) registrou variação de 0,52%. Em março, a taxa foi de 0,21%. O índice referente ao grupo Bens Intermediários (os bens manufaturados ou matérias-primas processadas que são empregados para a produção de outros bens ou produtos finais) variou 1,72%. Em março, a taxa havia sido de 1,06%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,65% neste mês, mas ficou aquém da variação positiva de 0,96% em março. Na base da cadeia produtiva, o índice de Matérias-Primas Brutas variou -0,13%, em abril. No mês anterior, o índice registrou elevação de 1,80%. Os itens soja (em grão) (1,87% para -7,81%), laranja (4,39% para -11,61%) e café (em grão) (2,29% para -8,17%) explicam boa parte da desaceleração do grupo. Em sentido oposto, registraram-se acelerações em itens como arroz (em casca) (-5,24% para 6,44%), bovinos (1,68% para 4,12%) e tomate (33,33% para 35,56%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,76%, após a taxa de 0,19% em março. No varejo, os alimentos que mais pressionaram os índices de inflação foram o tomate, mamão papaia, pão francês, leite longa vida e cebola. Com isso, os preços do grupo passaram de baixa de 0,02% em março para alta de 1,76% em abril. Outro segmento que também contribuiu para a aceleração no varejo foi o de Vestuário, com alta de 0,83% após uma seqüência de quedas nos meses anteriores, durante as liquidações de fim de temporada.
No Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), a alta chegou a 0,82%, na continuação de um movimento de elevação que chegou a 0,59% em março. O resultado foi influenciado pelos reajustes salariais ocorridos nas cidades de Salvador e Rio de Janeiro. Em movimento oposto, foram verificados recuos nos preços de materiais (de 1,05% para 0,91%) e de serviços (de 0,68% para 0,41%).