Conselho de Segurança da ONU avalia questões do Sudão e Egito sob a direção do Brasil
O Brasil passou a ocupar, até o fim deste mês, a Presidência do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo do país no cargo é ampliar as discussões para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo. No dia 11 de fevereiro, haverá um debate sobre as questões paz, segurança e desenvolvimento. O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, deverá participar das discussões.
Quarta, 02 de Fevereiro de 2011 às 05:36, por: CdB
O Brasil passou a ocupar, até o fim deste mês, a Presidência do Conselho de Segurança da ONU. O objetivo do país no cargo é ampliar as discussões para as áreas de conflito nas regiões mais pobres do mundo. No dia 11 de fevereiro, haverá um debate sobre as questões paz, segurança e desenvolvimento. O ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, deverá participar das discussões. Esta é a 16ª vez que o Brasil preside o Conselho de Segurança.
A embaixadora, que concedeu uma entrevista coletiva, nesta capital, é a primeira mulher brasileira a presidir o Conselho, instância da ONU responsável pela manutenção da segurança e da paz internacional. A presidência é rotativa e muda de país a cada mês, sempre em ordem alfabética, em inglês. A instância tem 10 assentos não-permanentes (Brasil, Bósnia e Herzegovina, Colômbia, Gabão, Alemanha, Índia, Líbano, Nigéria, África do Sul e Portugal), com mandatos de dois anos, e cinco permanentes (Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia), com poder de veto.
No encontro com jornalistas, Maria Luiza disse que o tema principal de sua gestão será o Sudão, com possíveis consultas e sessão aberta com representantes da nação africana. Os sudaneses participaram em janeiro de um referendo sobre uma separação entre o sul e o norte do país, e o resultado deve ser confirmado nas próximas semanas. A votação estava prevista no processo para implementar um acordo de paz realizado em 2005 e que encerrou duas décadas de guerra civil entre as partes.
Segundo a embaixadora, o Brasil também pretende realizar um debate de alto nível sobre paz, segurança e desenvolvimento, em 11 de fevereiro, com a presença do ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, e representantes de outros países-membros. A embaixadora afirmou ainda que o encontro servirá para abrigar uma reunião do G-4, com Brasil, Índia, Japão e Alemanha, que reinvidicam assento permanente no Conselho de Segurança.
Estão previstas ainda discussões sobre Coreia do Norte, Guiné-Bissau e Oriente Médio, sessões sobre prevenção de conflitos, proteção de civis e organizações regionais, consulta sobre operações de paz e votação para a renovação do mandato da Missão Integrada da ONU no Timor Leste. A revolta popular, no Egito, também será um dos temas em debate no Conselho.
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