Rio de Janeiro, 08 de Novembro de 2026

Embaixador de Israel evita comentar posição do Brasil em defesa da criação do Estado independente da Palestina

Quarta, 21 de Setembro de 2011 às 11:12, por: CdB

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O embaixador de Israel no Brasil, Rafael Eldad, disse hoje (21) que acompanhou “com muita satisfação” o discurso da presidenta Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Em seu pronunciamento, ela defendeu a busca da paz entre israelenses e palestinos. Eldad evitou, entretanto, demonstrar descontentamento sobre a defesa feita por Dilma em relação à criação de um Estado independente da Palestina, embora Israel não seja simpática à proposta no momento.

“Os temas abordados no discurso da presidenta são muito importantes. É com muita satisfação que recebemos a referência sobre a paz no Oriente e a preocupação com o Estado de Israel”, disse o embaixador.

Ao ser perguntado sobre a defesa da presidenta em relação à Palestina, Eldad disse que o palestinos se precipitam em querer que as Nações Unidas os apoiem na criação imediata de um Estado autônomo. “Pensamos que os palestinos pedem prematuramente [a criação do Estado]”, disse o embaixador.

Segundo Eldad, a criação de um Estado independente e autônomo, como defende o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, está vinculada ao diálogo entre israelenses e palestinos. “O único caminho é diálogo entre israelenses e palestinos. Quando chegarmos a um acordo de paz, Israel vai apoiar a criação de um Estado palestino.”

Pela manhã, durante discurso na Assembleia Geral, Dilma lamentou “ainda não poder saudar” o ingresso pleno da Palestina como membro da Organização das Nações Unidas (ONU). “Assim como a maioria dos países nesta assembleia, acreditamos que é chegado o momento de ver a Palestina aqui representada como membro permanente.”

A presidenta disse também que a paz entre israelenses e palestinos é fundamental para construir o equilíbrio no Oriente Médio. Dilma lembrou ainda que no Brasil árabes e judeus convivem em “harmonia como deve ser”. Em dezembro de 2010, o governo brasileiro reconheceu oficialmente o Estado da Palestina.

Edição: João Carlos Rodrigues

 

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