O Reino Unido quer aprofundar as relações políticas e econômicas com o Brasil durante a visita de Estado que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará a Londres, a partir desta segunda-feira.
- Essa visita é, para nós britânicos, uma plataforma de lançamento de relações com o Brasil ainda mais completas e mais profundas - relações de que nós precisaremos no futuro - disse o embaixador britânico no Brasil, Peter Colecott.
O convite a Lula, lembrou, foi feito durante reunião de cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) em Gleneagles, na Escócia, em julho do ano passado, e representa o reconhecimento do Brasil como "potência emergente chave". Também é o reconhecimento do presidente Lula como "um personagem muito grande no mundo, um líder". O embaixador sintetizou:
- Para nós, essa visita é muito especial.
Anualmente, o Reino Unido recebe duas a três visitas de Estado. Diferente de uma visita de trabalho, a visita de Estado segue, em geral, uma série de rituais, como desfile militar e ida às sedes dos três poderes. Apenas dois ex-presidentes brasileiros já fizeram visitas de Estado ao Reino Unido: Ernesto Geisel, em 1976, e Fernando Henrique Cardoso, em 1997.
O embaixador britânico destacou, no entanto, que o momento é "bastante diferente". Ele afirmou que "agora o Brasil é mais estável, mais desenvolvido. Exemplo disso é o papel que o Brasil exerce na América do Sul, são as relações com os países da África e, especialmente, as relações com outros países emergentes, como a China, a Índia e a África do Sul". E acrescentou:
- Hoje o Brasil é um país com relações amplas no mundo inteiro. É mais importante para nossos interesses agora e será ainda mais importante no futuro.