O embaixador Marco Antonio Brandão espera, no entanto, que o número seja reduzido "radicalmente" depois de feitas todas as checagens necessárias junto a empresas aéreas e autoridades de imigração do país.
-Estamos checando os registros de entrada e saída do país para descobrir se aquelas pessoas que, segundo suas famílias no Brasil, vieram para a Tailândia estavam de fato no país quando aconteceu o maremoto-, disse ele em entrevista à BBC Brasil.
-Os dados que chegaram do Brasil deram conta de cerca de 160 brasileiros possivelmente desaparecidos em toda a região atingida, sendo 50 ou 60 na Tailândia.
Brandão explica que o trabalho é mais lento do que o desejado porque as autoridades tailandesas têm de lidar com uma situação muito complexa no país.
-Não temos ainda novos números, mas minha expectativa é que a checagem com as autoridades tailandesas sobre o destino dos brasileiros vá reduzir drasticamente esta lista.
Identificação
O embaixador observa que todos os possíveis desaparecidos brasileiros são turistas.
-Apenas a conselheira da embaixada Lys Amayo Benedek D'Avola, seu filho Giancarlo, que morreram, e seu marido, Antonio, que está desaparecido, tinham residência na Tailândia.
Brandão acrescentou que a identificação de corpos e a confirmação de mortes se torna cada vez mais difícil à medida que o tempo passa.
-Os corpos já não podem mais ser identificados visualmente-, diz ele.
Mas, apesar da tragédia, o embaixador acredita que a Tailândia tem condições de voltar a receber turistas rapidamente.
-Aqui na Tailândia grande parte da infra-estrutura turística foi preservada, e mesmo em áreas atingidas ainda há hotéis funcionando-, afirmou ele.
-Mesmo por uma questão humanitária é importante que o fluxo de turistas continue para o país, já que uma parte importante da economia depende disso.