O presidente norte-americano George W. Bush reservou três horas em sua agenda nesta sextafeira para o primeiro encontro com a chanceler federal alemâ Angela Merkel. No início de sua primeira visita a Washington, a chanceler propôs um diálogo aberto com os Estados Unidos, também em questões controversas. Num encontro com mais de 200 lideranças das áreas política, empresarial e científica, na embaixada alemã em Washington, na noite desta quinta-feira, Merkel evitou críticas e ressaltou os pontos em comum entre EUA e Alemanha.
Entre as lideranças que participaram do jantar na residência do embaixador alemão, Wolfgang Ischinger, estavam os ex-secretários de Estado norte-americanos Madeleine Albright e Colin Powell, além de Alan Greenspan, que está deixando o cargo de secretário do Tesouro.
Referindo-se à polêmica sobre os métodos usados no combate ao terrorismo, ela disse que ambas as partes se encontram num "processo de aprendizado". Seria muito ruim, disse Merkel, se algum dos dois lados evitasse participar desta discussão. Em seu pronunciamento e nas perguntas a que respondeu, ela não repetiu de forma explícita suas restrições a Guantánamo. A chefe de governo defendeu claramente o debate sobre o futuro das Nações Unidas.
- Deve-se tornar as organizações internacionais um palco de decisões conjuntas - disse Angela Merkel. Ao mesmo tempo, ressaltou, deve-se colocar a seguinte questão: Como deve ser um Direito Internacional que corresponda aos desafios do século 21? "
- Também neste sentido é importante um diálogo com os Estados Unidos, mesmo que no momento ainda haja divergência de opiniões - salientou a chanceler federal alemã.
O fortalecimento da Organização das Nações Unidas (Otan) também foi defendido por Merkel em sua primeira visita oficial a Washington. Segundo ela, a organização só se tornará agente eficiente no combate ao terrorismo internacional se voltar a se tornar uma instituição onde as nações ocidentais promovam suas discussões políticas e estratégicas. Quanto à questão nuclear envolvendo o Irã, Merkel fez duras críticas a Teerã e defendeu uma ação conjunta da comunidade internacional frente ao governo iraniano.