Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Em tempos bicudos, empregado inglês devolve fortuna ao empregador

Quarta, 16 de Dezembro de 2009 às 14:32, por: CdB

Um funcionário de um supermercado da Grã-Bretanha, nesta quarta-feira, devolveu cerca de R$ 4 milhões que haviam sido pagos a ele como salário por engano. Stephen Foster, que trabalha em um centro de distribuição da rede Co-op na cidade de Gateshead, foi alertado do erro em seu contracheque de dezembro por sua namorada. Ele havia recebido 1,4 milhão de libras (cerca de R$ 4 milhões) brutos - ou 800 mil libras (aproximadamente R$ 2,28 milhões) - mas devolveu o dinheiro menos de 12 horas depois.

Como recompensa pelo que chamou de "comportamento exemplar", o supermercado ofereceu a Foster um engradado de cerveja.

'Natureza humana'

Um assessor de imprensa do Co-op disse que o erro deve ter ocorrido no departamento de salários.

– O valor pago a Stephen foi bastante maior do que ele esperaria receber normalmente, mas graças à honestidade dele e da namorada, fomos imediatamente avisados sobre o erro e em menos de 12 horas o dinheiro estava de volta. Ficamos surpresos e preocupados com o erro, mas não pelo comportamento exemplar de Stephen, que é típico dele. Algo assim acontecer logo antes do Natal ajuda a renovar nossa fé na natureza humana – disse.

Por razões contratuais, Stephen Foster não pode falar publicamente sobre o caso.

Desemprego

Um dos fatores positivos na atitude do funcionário foi a manutenção de seu posto de trabalho, uma vez que a taxa de desemprego na Grã-Bretanha subiu a 7,9% nos três meses encerrados em outubro, o maior índice em 13 anos e um décimo a mais que no período julho-setembro, anunciou o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). O número de desempregados teve alta de 21.000, para alcançar o total de 2,49 milhões de pessoas, um recorde desde 1995, mas ao mesmo tempo o menor aumento trimestral em 18 meses, segundo o ONS.

Os mais afetados continuam sendo os jovens com idades entre 16 e 24 anos. Nesta faixa etária, a taxa de desemprego aumentou 0,9% nos três meses, a 18,4%, a maior desde o início do cálculo em 1992.

Mas o número de pedidos do seguro-desemprego permaneceu em queda, de 6.300 pessoas, mês passado, a 1,6 milhão, o que no entanto é meio milhão superior ao número de 12 meses atrás.

– Há poucos meses parecia inconcebível que acontecesse qualquer queda no número de demandantes este ano ou até nos primeiros meses de 2010 – afirmou o analista Howard Archer da IHS Global Insight.

O economista Colin Ellis, da Daiwa Securities, entrevistado pela agência Dow Jones, foi além:

– Estes números reforçarão as esperanças de que a recessão termine no quarto trimestre de 2009.

O Reino Unido é a única potência desenvolvida que ainda não saiu da recessão, após seis trimestres consecutivos de contração da economia. Os analistas acreditam que o país retomará o caminho do crescimento no último trimestre de 2009.

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