Rio de Janeiro, 27 de Agosto de 2026

Em sua última sessão no Tribunal, Carvalhido se despede da Primeira Turma

Quinta, 05 de Maio de 2011 às 13:32, por: CdB

O ministro Hamilton Carvalhido foi homenageado, nesta quinta-feira (5), em sua última sessão de julgamento no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com bom humor, ele fez da emocionada despedida um momento descontraído. Conversou com familiares, amigos, advogados e assessores do gabinete presentes no plenário, e contou histórias vividas com todos eles.

Falando em nome da Primeira Turma, o ministro Arnaldo Esteves Lima destacou a dedicação de Hamilton Carvalhido ao Direito e, sobretudo, à Justiça. “Ocioso dizer que é invulgar o talento e sensibilidade do ministro Carvalhido para julgar, sobressaindo sempre sua preocupação com a Justiça das decisões”, afirmou o orador. Ele ressaltou, ainda, que Hamilton Carvalhido se aposenta após 12 anos de trabalho na Corte e mais de 77 mil processos julgados.

Hamilton Carvalhido é formado pela Faculdade de Ciências Jurídicas do Rio de Janeiro, foi professor universitário e membro do Ministério Público do Rio de Janeiro. Também compôs o Conselho da Justiça Federal. O ministro chegou ao STJ em abril de 1999, tendo sido integrante da Primeira e da Sexta Turmas, da Primeira e da Terceira Seções e da Corte Especial, além de membro do Conselho de Administração, das Comissões de Jurisprudência e de Regimento Interno, e diretor da Revista.

Uma mensagem de despedida escrita pelo ministro Teori Zavascki, que não estava presente à sessão, foi lida pelo presidente do colegiado, ministro Benedito Gonçalves. “Sempre tive uma profunda admiração pelo ministro Hamilton. Admiração pelas suas qualidades de jurista, professor e juiz. E pelos seus predicados humanos de seriedade, sensibilidade, simpatia e permanente bom humor, que tanto bem faz aos seus amigos e a todos que com ele convivem”, disse na mensagem. Zavascki acrescentou, ainda, que “não é difícil imaginar quanta falta nos fará, a todos os colegas e ao Tribunal como instituição, a convivência diária e próxima com esse grande homem público e singular figura humana”.

A advogada Guiomar Mendes discursou em nome da classe. Ela utilizou as palavras “agregador, prestimoso e leal” para descrever o homenageado. Para ela, o ministro representa, como poucos, a salutar modernidade que permeia a Justiça brasileira. “É nesse equilíbrio, entre a autoridade e o homem comum, que talvez resida o segredo, o ingrediente principal da fórmula que o fez se tornar o juiz completo que nesses anos demonstrou ser”, avaliou. A advogada ainda chamou a atenção para o nível elevado do trabalho realizado por Carvalhido como magistrado. “Arrisco a dizer que a melhor tradução de sua atividade jurisdicional há de ser ‘eficácia’, quando elevados índices de produtividade caminham pari passo com incontestáveis padrões de qualidade”, concluiu.

A subprocuradora-geral da República Denise Vinti Túlio, representando o Ministério Público, afirmou que o ministro fará falta “não apenas pela sua inteligência, pelo seu raciocínio arguto, mas, também, pela fineza de trato e cavalheirismo”. A equipe do gabinete do ministro também prestou suas homenagens.

Hamilton Carvalhido disse que sua última sessão na Turma foi “um momento de alegria intenso e bem doméstico”, e que as despedidas lhe permitiram repassar muitas lembranças e fazer um “julgamento” da própria vida. “A sentença foi favorável. Não tenho que recorrer dela para ninguém”, brincou. A sessão contou com a presença da esposa do ministro, Eunice Pereira Amorim Carvalhido, e de suas três filhas, Juliana, Carolina e Deborah Carvalhido. O casal tem também um filho, João Hamilton.

Foto – Ministro Carvalhido se despediu da Primeira Turma em tom informal

Leia aqui a íntegra do discurso de Guiomar Mendes

Leia aqui a homenagem do Gabinete do Ministro, nas palavras da assessora Márcia Lemos Meyer.

 

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