O dólar fechou em alta nesta terça-feira, em sessão de poucos negócios com o feriado nos Estados Unidos, seguindo o mau humor dos mercados acionários globais.
A moeda norte-americana subiu 1,55%, a 2,225 reais, em sessão bastante esvaziada em função do feriado norte-americano do Dia do Veterano, que fechou alguns mercados.
- Isso (o feriado nos EUA) faz com que o mercado fique um pouco mais restrito e, como a oferta é reduzida, temos uma alta nas taxas - afirmou Vanderley Arruda, gerente de câmbio da corretora Souza Barros, lembrando que o baixo volume de negócios amplifica as oscilações no mercado.
De acordo com os dados preliminares da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o volume negociado não atingia 1 bilhão de dólares, quando a média diária em outubro, mês fraco em negócios devido à crise global, foi superior a 3 bilhões de dólares.
- Tudo isso é em função das condições do mercado internacional - disse Arruda, ressaltando que a alta do dólar reflete mais os temores externos do que os fundamentos domésticos.
Em Nova York, os principais índices acionários perdiam em torno de 3%, enquanto que o dólar, frente a uma cesta com as principais moedas internacionais, subia 1,32%.
José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora, acredita que o mercado à vista está bastante "enxuto", o que pressiona a cotação e esvazia o mercado.
- E hoje tem saída de bolsa - acrescentou Carreira. Durante o pregão, a Bovespa chegou a perder mais de 3%. Durante o fechamento do mercado cambial, a bolsa reduzia suas perdas e recuava 1,7%.
Carreira afirmou ainda que existe alguns agentes do mercado pressionando a cotação da moeda norte-americana esperando por uma atuação do Banco Central no mercado á vista, operação realizada pela última vez na quinta-feira da semana passada.
Nesta terça-feira, o BC manteve a rotina das últimas semanas e vendeu 2.900 contratos de swap cambial. Desde 6 de outubro, a autoridade monetária já repassou contratos equivalente a mais 25 bilhões de dólares neste tipo de operação.