Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Em operação, Comperj deve gerar 168 mil empregos

Sexta, 23 de Maio de 2008 às 07:17, por: CdB

O início das operações do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, deverá representar um incremento da ordem de 160 mil empregos no Estado do Rio, com a atração de 724 indústrias do setor de plásticos. A estimativa faz parte de um estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que avaliou o impacto do Comperj, que deverá começar a operar em 2012, na economia fluminense.

Outra boa notícia é o reforço de quase R$ 11 bilhões por ano que o Comperj trará ao PIB do Estado do Rio. Isto significa 84% da contribuição total de R$ 13 bilhões que o parque industrial representará para o PIB nacional. O crescimento do PIB nos municípios vizinhos ao complexo será da ordem de 39%. Mesmo cidades que em tese receberão menos investimentos, como é o caso de Tanguá e Guapimirim, passarão por um salto econômico de 35% e 29% do PIB, respectivamente.

O estudo avaliou infra-estrutura, recursos físicos e humanos, importância para cada município, impacto econômico e geração de empregos que o empreendimento trará para o Rio de Janeiro, além de apontar caminhos para que o estado aproveite ao máximo as oportunidades geradas. A primeira forma sugerida pelo documento é investir na captação de indústrias consumidoras de matéria plástica; a segunda, investir na estratégia de pólos produtores, com a infra-estrutura de logística que a atividade pede; e a terceira, montar um pacote de incentivos, financeiros ou não.

Os municípios do Estado foram divididos em área de influência direta e área de influência ampliada, de acordo com distância, infra-estrutura e recursos humanos disponíveis. A região mais beneficiada pela instalação do Comperj é formada pelos municípios de Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá, que concentrarão 46% das novas indústrias do setor.

O segundo grupo é formado por municípios da Baixada Fluminense e das regiões Serrana e das Baixadas Litorâneas. A lista é composta por Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Saquarema, Silva Jardim, Teresópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Destes, também receberão grande concentração de indústrias os municípios de Duque de Caxias (13,5%), Nova Iguaçu (9,0%) e Queimados (8,8%).

Com relação à geração de empregos, o pico de ofertas na fase de implantação do Comperj está previsto para o ano de 2011, quando o complexo deverá estar em fase de finalização. Serão gerados 173 mil postos de trabalho no Brasil, sendo 75 mil no Estado do Rio de Janeiro. Em um ano típico de operação, como 2015, a previsão cresce: no cenário otimista, seriam 271 mil empregos no país, sendo 168 mil no Rio – 63 mil deles nos sete municípios da região de influência direta.

O estudo prevê que a qualificação de trabalhadores desempregados da região de influência direta – que hoje tem taxa de desemprego de 7% - seria suficiente para atender à demanda por mão-de-obra no momento de pico de geração de empregos durante as obras do Comperj.

Para elaborar o estudo de impacto ambiental, a FGV considerou dois cenários previstos pela Petrobras. No mais otimista, as empresas do Rio consumiriam 600 mil toneladas anuais de resina termoplástica, correspondentes a 27% da produção do Comperj. No cenário conservador, seriam 300 mil toneladas anuais, ou 13% da produção.

A construção do Comperj foi iniciada no dia 31 de março, em uma área de 45 milhões de metros quadrados em Itaboraí, com investimentos de US$ 8,4 bilhões. O início das operações deverá aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, graças ao processamento de 150 mil barris por dia de óleo pesado.

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