Por Oscar Berro - Na leitura dos jornais, na internet, ouvindo as rádios, na conversa com amigos, nesta segunda-feira, deparo-me com a grande dúvida de caráter que permeia a nação brasileira: O que vale mais para nossa sociedade, nossos governantes e, principalmente, para os signatários da 'Lei do Levar Vantagem em Tudo'?
Lei de Gerson
Na leitura dos jornais, na internet, ouvindo as rádios, na conversa com amigos, nesta segunda-feira, deparo-me com a grande dúvida de caráter que permeia a nação brasileira: O que vale mais para nossa sociedade, nossos governantes e, principalmente, para os signatários da 'Lei do Levar Vantagem em Tudo'?
1) Um crime 'bem feito' e nunca descoberto ou;
2) A delação premiada.
Pelo visto, qualquer uma das opções. Na primeira, um criminoso que merece cadeia, se descoberto. Na segunda, um criminoso covarde e dedo duro, que merece estar atrás das grades também, por confessar o mal feito. E quem chancela esse conjunto de crimes? Todos nós, que oferecemos esse crédito a meliantes de todo tipo!
Nossa sociedade deve, e tem por obrigação, fazer uma faxina nisso tudo, pois são as eleições que permitem a existência de situações semelhantes a essa porque o país está passando. No momento das eleições, quando estamos sozinhos, com nossas consciências, devemos votar nos candidatos que espelhem melhor nossos fundamentos de honra, caráter, educação, princípios e fé.
Por tudo o que vemos, em todos os níveis, chegamos à beira do precipício, onde duvidamos até do que acreditamos. O que está valendo é aquela lei, onde se leva "vantagem em tudo, certo"?! Coitado do jogador que proferiu essas palavras.
Hoje, o que ensinar aos nossos filhos? Que moral ou conceito lhes devemos passar? Estamos chegando ao ponto de lhes dizer, nas brincadeiras de polícia e ladrão, quando crianças, que ser ladrão é melhor do que agente da lei. Ou que escolham ser o incendiário ao invés do bombeiro... Quem são nossos heróis?
Precisamos, em nome de nossos herdeiros, rever conceitos e práticas, caso contrário, seremos uma sociedade de delatores premiados, onde será mais fácil não ter moral e, quando flagrados, os criminosos simplesmente dizem: "Damos um jeito" e, o pior, é que o tal 'jeito' sempre aparece. É urgente essa retomada dos valores fundamentais de nossa sociedade. Olhemos nossas heranças e nossos herdeiros.
Oscar Berroé sanitarista na Fundação Oswaldo Cruz.
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