Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Em menos de seis meses, Dilma e Alckmin enfrentam mudanças no primeiro escalão

Quarta, 22 de Junho de 2011 às 14:27, por: CdB
Em menos de seis meses, Dilma e Alckmin enfrentam mudanças no primeiro escalão

Executivos federal e estadual paulista acumulam três trocas cada

Por: Raoni Scandiuzzi, Rede Brasil Atual

Publicado em 22/06/2011, 18:50

Última atualização às 18:53

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São Paulo – Pouco menos de seis meses se passaram e os governos federal e estadual de São Paulo já acumulam três decepções em nomes de primeiro escalão. Os líderes da oposição na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal consideram que trocas substanciais em começo de governo não são comuns. Ambos indicaram, em entrevistas à Rede Brasil Atual, que a origem do erro está na escolha dos nomes.

No governo de São Paulo, três secretários de Geraldo Alckmin já foram substituídos. O primeiro foi João Sampaio (Agricultura), seguido de Guilherme Afif Domingos (Desenvolvimento Econômico). Agora foi Jorge Pagura (Esporte, Lazer e Juventude) – afastado por denúncias que derrubaram também o coordenador de Saúde do estado, Ricardo Tardelli.

No âmbito federal, a presidenta Dilma Rousseff perdeu o seu principal ministro, Antonio Palocci (Casa Civil), e fez uma troca entre titulares de duas pastas. Idelli Salvati deixou o Ministério da Pesca e foi para o das Relações Institucionais, antes ocupado por Luiz Sérgio, que fez o caminho oposto.

O líder do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo, deputado Enio Tatto, acusa o governador tucano de lotear para os partidos os cargos das secretarias. Tatto enxerga as precoces modificações como instabilidade do governo que escolhe os nomes de forma não muito pensada.

No mesmo sentido, o líder oposicionista do DEM na Câmara Federal, deputado ACM Neto (DEM- BA), afirmou que mudanças no começo “não são comuns nem saudáveis”. Para o democrata, o problema no governo Dilma não está restrito a apenas esses ministérios. “Não gosto do ministério do PT, acho fraco. A maioria dos ministros não têm condições de ocupar o cargo”, criticou.

Quando comparadas as decepções nos governos estadual e federal, Tatto se esquiva e critica o governador tucano por não ter iniciado seu mandato com todos os nomes já acertados em suas pastas. “Realmente temos problemas no governo federal, mas em São Paulo o Alckmin começou seu governo sem os nomes escolhidos, alguns até ficaram do mandato passado. Isso não é comum, mostra que é um governo indeciso”, explica o petista.

O oposicionista paulista elucida que o governo Dilma estava completamente montado no dia 1º de janeiro, diferentemente do estado de São Paulo. Tatto comenta que o problema com Palocci "foi uma situação que aconteceu no decorrer do governo".

"Não tenho base para avaliar as mudanças no governo de São Paulo", esquivou-se ACM Neto. No entanto, ele considera que trocas de cargos importantes no governo são sempre questionáveis. “É sempre um problema de escolha, quando você escolhe bem, não tem porque trocar.”

Para ambos os deputados, a escolha dos ministros e secretários deve agregar bom relacionamento político e um grande conhecimento técnico. No entanto, se não houver alguém que contemple as duas características, tanto o petista quanto o democrata consideram a modalidade técnica mais relevante na hora da decisão.

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