Em luto, EUA marcam o 10o aniversário do 11 de setembroLegenda:EUA lembram dez anos dos ataques de 11 de Setembro (reuters_tickers)
Por Mark Egan, Basil Katz and Steve Holland
NOVA YORK (Reuters) - Crianças expressavam miliares perdidos, homens e mulheres adultos choraram de tristeza e de to sobre a pedra memorial com os nomes dos quase 3 mil norte-rtos quando os Estados Unidos marcaram o décimo aniversário dos ataques de de setembro neste domingo.
O nome de cada pessoa morta em todos os ataques com aviões seqüestrados foi lido na cerimônia que durou horas e que cortou o coração.
"Que a sua alma possa finalmente descansar em paz. O seu filho Nathan e eu, com o passar dos anos, estamos cada vez mais fortes. Adeus, igo, meu professor e meu herói," disse Candy Glazer na comemoração do Marco Zero, local onde ficavam as torres gêmeas.
O marido de Glazer, Edmund Glazer, ligou animado para a sua mulher no dia 11 de setembro da primeira classe do voo 11 de Boston para dizer que ele nseguiu o voo para Los Angeles. rre norte do World Trade Center --o primeiro de uma série de eventos terríveis que aconteceram naquela ensolarada manhã de terça-feira.
Milhares de pessoas se juntaram em uma ensolarada manhã de domingo em luto onde, um dia, erguiam-se as torres gêmeas do World Trade Center. gurança reforçada e sem tráfego de veículos, gar em que, há uma década, os dois arranha-céus de 110 andares desabaram após serem atingidos por aviões sequestrados, causando uma nuvem de
sul de Manhattan. "Deus é o nosso refúgio e a nossa força," afirmou o idos, Barack Obama, lendo o Salmo 46 da Bíblia no Marco Zero. A cerimônia --que teve gaita de foles, vozes de jovens cantando o Hino Nacional e bombeiros segurando uma bandeira norte-americana surrada que foi retirada do Marco Zero-- provocou lágrimas. Membros das famílias vestiram camisetas com os rostos dos mortos, levaram fotos, flores e bandeiras em um momento de emoção.
Pela primeira vez, parentes viram o memorial e tocaram os tes queridos gravados ali. Alguns deixaram flores, sinhos de pelúcia. Alguns usaram lápis para raspar os nomes em papel, outros tiraram fotografias.
Muitos choraram quando os nomes de seus parentes foram ridos, pais, mães, irmãs, irmãos e filhos, alguns chocados com a emoção devido à perda pessoal. "Eu não paro de ter saudades de meu pai. Ele era demais," gron, que era apenas uma criança quando seu pai, Pete, foi morto em uma das torres. "Eu gostaria que meu pai estivesse aqui para me ensinar a dirigir, como pedir para sair com uma garota e ver eu me formar no colégio e uma centena de outras coisas que não consigo nem começar a nomear."
Os ataques de 11 de setembro de 2001 vitimaram pessoas oriundas de mais de 90 países. Eles foram seguidos por ataques à bomba da Al Qaeda em Londres, em Madrid e em outras partes do ternacional para prender os membros da organização.
Os ataques de 2001 são, agora, tão parte da vida norte-americana que foram incluídos no currículo escolar. Este foi o primeiro aniversário que teve a participação do presidente dos EUA.
Obama deve visitar todos os três locais atacados: Nova York, o Pentágono e um campo em Shanksville, Pensilvânia.
No Pentágono, o vice-presidente Joe Biden disse: "A Al nca imaginariam que as 3 mil pessoas que perderam as suas vidas naquele dia iriam inspirar 3 milhões a vestirem um uniforme e aumentariam a determinação em 300 milhões de norte-americanos."
SOL E SOMBRA
O memorial em Nova York tem dois tanques como se fossem as rres gêmeas, com quedas d'água de 9,1 metros. Ao nques há os nomes das vítimas do 11 de Setembro e do ataque à bomba às torres em 1993.
"Dez anos se passaram desde que um dia perfeito e ensolarado se tornou a mais sombria das noites," afirmou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, durante a cerimônia. "Desde então, vivemos na claridade e na sombra, e embora não podermos nunca esquecer o que aconteceu aqui,demos ver que as crianças que perderam seus pais cresceram para ser jovens adultos, netos nasceram e bons trabalhos e serviços públicos criaram raízes para honrar aqueles que amávamos e perdemos."
Obama visitou o Memorial Norte, onde ficava a torre norte. dor do tanque de mãos dadas com a primeira-dama Michelle Obama, o ex-presidente George W. Bush e sua mulher, Laura. Em um momento sombrio, Obama tocou os nomes dos mortos, dra, antes de cumprimentar alguns parentes de vítimas.
ALERTA DE SEGURANÇA Autoridades de Nova York e Washington estão em alerta máximo contra o que descreveram como "possíveis, mas não confirmadas" ameaças de um plano da Al Qaeda para atacar os EUA novamente uma década depois da queda das torres gêmeas do World Trade Center após o choque dos aviões.
Em Manhattan, particularmente, a segurança está muito rígida. Policiais inspecionam veículos nas ruas da cidade e em pontes e túneis que levam a Nova York.
Houve uma demonstração sem precedentes de força em Manhattan, com bloqueios da Times Square, no centro da ilha, até o Marco Zero, que fica bem ao sul. Nos ataques de 11 de setembro, 19 homens do grupo militante islâmico Al Qaeda sequestraram voos regulares e os jogaram contra o World Trade Center, o Pentágono e em um campo em Shanksville, Pensilvânia. Semanas depois dos ataques, os EUA invadiram o Afeganistão para derrubar o Taliban, que controlava o país e que abrigou os líderes da Al Qaeda.
Em maio, quase uma década depois do 11 de setembro, tropas de elite dos EUA mataram o líder da Al Qaeda e o mentor dos ataques, Osama bin Laden, no Paquistão. A ação gerou contra-ataques no Afeganistão e no Iraque, onde o Pentágono ainda tem um grande número de soldados e onde a violência persiste.
O Marco Zero no domingo teve períodos de silêncio para marcar o momento em que os aviões atingiram as torres, assim como o momento em que elas caíram. Outros minutos de silêncio relembraram a queda do avião que atingiu o Pentágono e outro que caiu em Shanksville depois que os passageiros lutaram para recuperar o voo dos sequestradores.
Depois de um início vacilante, há sinais de progresso no processo de reconstrução do World Trade Center. O novo World Trade Center tem mais de 80 andares sobre o solo em busca dos 1.776 pés (541 metros) de altura --para simbolizar o ano da independência dos Estados Unidos da Inglaterra.
Para muitos, domingo foi o mais próximo que eles tiveram de um funeral para os seus entes queridos mortos. O memorial completo oferece pela primeira vez algo que lembre um lugar para o descanso final e uma área formal para o luto.
"Quando nós viemos aqui 10 anos atrás, havia um buraco no chão e era assim que nós nos sentíamos," disse Dakota Hale, de 25 anos, de Denver, que perdeu o seu padrasto, o comissário de bordo Alfred Marchand. "Agora, 10 anos depois, há grama e água e isso parece com algo como um novo começo."
Reuters