20/05/2011 às 01:15
Cerca de 1500 integrantes do Movimento dos trabalhadores Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia (CETA), da Pastoral Rural de Paulo Afonso e do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) ocupam desde a madrugada da segunda-feira 09/05/11, em Salvador, a sede da Secretaria de Irrigação, Agricultura e Reforma Agrária (Seagri). A mobilização faz parte de uma Jornada de Lutas que os movimentos definiram para denunciar o descaso dos governos estadual e federal para com a reforma agrária.
Depois de 11 dias acampados na Seagri, os trabalhadores rurais assentados, acampados, agricultores familiares, desempregados e quilombolas ocuparam ontem 18/05 pela manhã a frente da governadoria do estado em protesto contra a falta de respostas às suas reivindicações.
Duas horas após o inicio os protestos, foram recebidos pelo secretário de relações institucionais Paulo César Lisboa e o chefe da Casa Militar do governo, Coronel Rivaldo Ribeiro dos Santos, que se comprometeram a dar uma resposta às reinvidicações.
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Links: Centro de Estudos e Ação Social - Em Jornada de Lutas, Movimentos ocupam Seagri durante uma semana | Centro de Estudos e Ação Social - Movimentos protestam em frente à governadoria para que suas pautas sejam ouvidas
Mesmo após a negociação, os movimentos não dispensaram a exigência de apresentar suas reivindicações diretamente ao governador Jacques Wagner e decidiram ficar acampados na Seagri. Os movimentos consideram fundamental falar diretamente com o governador e apresentar as reivindicações que consideram mais importantes nessa mobilização. Após negociações os movimentos conseguiram marcar audiência hoje (19/05) às 16:30 com o governador.
- um reposicionamento do Governo da Bahia no sentido de priorizar, política e orçamentariamente, o desenvolvimento das comunidades camponesas e não, ao contrário, um desenvolvimento rural focado na mineração e nas exportações do agronegócio;
- retomar as terras públicas e apoiar às desapropriações de terras privadas para assentar as famílias acampadas do Estado;
- apoiar decididamente a regularização dos territórios quilombolas, extrativistas e fundos de pasto, e tomar medidas que coíbam a grilagem das terras que ocupam há gerações.