Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Em habitação, o Brasil faz o dever de casa

Terça, 15 de Março de 2011 às 06:05, por: CdB

Divulgado na abertura da 19ª Feira Internacional da  Construção (Feicon Batimat) que se realiza de hoje até sábado próximo, em São Paulo, circula no meio desde ontem um estudo da FIESP pelo qual o Brasil precisará de R$ 3 trilhões até 2022 para construir as 23 milhões de moradias necessárias para suprir seu déficit habitacional.

Esse número, projetado até 2022, não quer dizer nada e eu acho que a FIESP anda muito tucana, muito alinhada com a oposição. E não quer dizer nada porque o país, gradativamente, já está desenvolvendo esse esforço que poderá levá-lo a atingir essa meta nos próximos 12 anos.

Então, vamos com calma, nada de encampar alarmismos, inclusive porque o esforço que o país já está fazendo na infraestrutura é extraordinário. Agora, é claro que precisa de mais rapidez, uma aceleração que envolve governo, o modelo de concessão e regulação, licitações e execução de obras diretas, a questão ambiental e o financiamento das obras.

Há, realmente, um nó a desatar: especulação e juros


Temos que nos aprimorar por aí, já que em matéria de engenharia e equipamentos, particularmente na área da indústria da construção civil,  o Brasil está entre os primeiros do mundo. Assim, é possível atender essa projeção do estudo da FIESP. Basta dar concessões também neste setor e investir.

Em cima desse déficit habitacional, o país está fazendo com o Minha Casa Minha Vida - programa que prevê a construção de 1 milhão de moradias populares na 1ª fase - um esforço visível e tem um sistema financeiro bem estruturado, capaz de dar respostas as demandas.

Na dificuldade maior no setor habitacional, o estudo da FIESP não toca: temos uma especulação desenfreada, problemas na questão do preço da terra, e nos altos juros. Por aí, concordo, é preciso reavaliar as conseqüências do Minha Casa Minha Vida no preço da terra.

Desatado este nó, o restante deslancha. Com o aumento do emprego e da renda, princípios básicos na política econômica deste governo, a tendência é o crescimento tanto da indústria de construção civil como da oferta de habitações.

 

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