Rio de Janeiro, 19 de Agosto de 2026

Em entrevista, Dilma reafirma que não irá renunciar

A presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar, em entrevista ao canal de notícias britânico BBC, que está sofrendo um golpe e garantiu que não irá renunciar.

Quinta, 05 de Maio de 2016 às 10:27, por: CdB

Sobre a possibilidade de afastamento pelo Senado, Dilma disse que continuará lutando para voltar ao governo

Por Redação, com ABr - de Brasília:
A presidenta Dilma Rousseff voltou a afirmar, em entrevista ao canal de notícias britânico BBC, que está sofrendo um golpe e garantiu que não irá renunciar. - O que acontece num golpe parlamentar? Na prática, geralmente, [são feitos por] aqueles que não têm votos suficientes e, portanto, legitimidade suficiente, nem aprovação, nem popularidade suficientes - disse.
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Dilma Rousseff disse que falta de apoio popular não serve para justificar seu afastamento
Sobre a possibilidade de afastamento pelo Senado, Dilma disse que continuará lutando para voltar ao governo. - O que nós iremos fazer é resistir, resistir e resistir. E lutar para quê? Para ganhar [o julgamento] no mérito e retornar ao governo - disse. - Eu não temo porque eu não devo nada. E por isso eu sou extremamente incômoda, porque eu sou uma pessoa que seria melhor que renunciasse. Porque, se eu renuncio, a prova viva de que há um golpe, de que foi cometida uma injustiça, de que tem uma pessoa que está sendo vítima porque é inocente, desaparece. Não contem com isso porque eu não vou renunciar - disse Dilma à BBC. Perguntada se o avanço do processo de impeachment se devia à sua baixa popularidade, ela respondeu que falta de apoio popular não serve para justificar seu afastamento. - Se a questão fosse popularidade, o vice-presidente [Michel Temer] tem menos aprovação do que eu. Quem não tem voto suficiente, porque jamais foi eleito numa eleição majoritária, não teve 54 milhões de votos, o que fazem? Criam essa roupa de impeachment. Na verdade essa roupa é um disfarce para uma eleição indireta em que o Parlamento passa a indicar o presidente, e não o voto direto e secreto das urnas - afirmou. Ao comentar a possibilidade de não estar no cargo durante os Jogos Olímpicos, que ocorrem em agosto, no Rio de Janeiro, Dilma disse que Temer "usurpa seu cargo". - Não há certeza se eu comparecerei como presidenta ou não, mas o mero temor de não ser eu, ser uma pessoa que usurpa o meu lugar, é que dá essa sensação de tristeza e injustiça - disse. À BBC, Dilma reafirmou que não teme investigações. Na terça-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal autorização para iniciar uma investigação contra ela, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo. O procedimento tramita de forma sigilosa. - Eu aceito qualquer forma de investigação porque tenho certeza que sou inocente. Então, não será por conta de investigação [que não voltarei à Presidência]. Não há o menor problema. A mim, podem investigar - afirmou à BBC.
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