O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou, durante discurso no plenário da Casa, as acusações dos três processos que correm contra ele no Conselho de Ética e as novas denúncias publicadas no fim de semana pelas revistas Veja e Época.
Ele voltou a atacar a Editora Abril, que edita a Veja e também afirmou que a Constituição garante que a votação do processo de cassação, marcada para esta quarta-feira, seja secreta, ao contrário do que decidiu a maioria dos senadores do Conselho de Ética na semana passada.
O senador disse que o direito ao voto secreto em seu processo está sendo "esmagado".
— Fiz de tudo no sentido de agilizar esse calvário, afinal sou vítima. Agora, a Constituiçao consagra de maneira cristalina a modalidade do voto, mas vamos deixar a coisa fluir. O direito constitucional está sendo esmagado em nome da continuidade do linchamento —, afirmou Renan.
No plenário, Renan afirmou ainda que tem colaborado para o andamento dos processos.
— Transferi ao senador Tião Viana (vice-presidente do Senado) todas as decisões relacionadas aos processos do Conselho de Ética. Me defendi das acusações estapafúrdias. Abri sigilo bancário, contábil, pessoal, minha vida íntima —, disse.
Renan voltou a atacar a revista Veja, que publicou denúncias de que o senador teria contas pessoais pagas por um lobista, favorecido uma cervejaria e usado "laranjas" para aquisição de veículos de comunicação.
Na semana passada, o Conselho de Ética discutiu como votaria o relatório do processo contra Renan. Enquanto a oposição queria voto aberto, os aliados defendiam o voto secreto no conselho. O senador responde a três processos por quebra de decoro parlamentar. Caso o conselho e o plenário julguem Renan culpado, ele pode ter o mandato cassado.
Em discurso, Renan diz que tem direito a voto secreto
Terça, 04 de Setembro de 2007 às 13:46, por: CdB