Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

Em discreta alta, dólar amplia distância do real

Sexta, 24 de Novembro de 2006 às 10:13, por: CdB

O dólar subia, na manhã desta sexta-feira, pela sétima sessão consecutiva, em meio ao reforço das compras de moeda por investidores estrangeiros e a presença diária do Banco Central no mercado. Às 12h14, a divisa norte-americana era vendida a R$ 2,172 reais, com discreto avanço de 0,09%. A valorização do dólar nos últimos sete pregões é pequena, mas é uma das sequências mais longas de ganhos desde dezembro de 2005, quando a moeda subiu nove pregões seguidos.

A explicação para isso é que, ainda que haja fluxo de ingressos por exportadores, as tesourarias estão enxugando a liquidez e acabam dando equilíbrio para a cotação.

- Com perspectiva de juro caindo aqui, estrangeiro comprando e BC comprando, mesmo que tenha exportador vendendo, o dólar não cai. E como o dólar não tem caído, tem algumas tesourarias que estão começando a estocar posição - comentou com jornalistas o gerente de câmbio de um banco nacional, que não quis ser identificado.

O forte recuo do dólar frente a outras moedas, com o euro superando a barreira do US$ 1,30, também contribuía para o desempenho da moeda norte-americana no mercado brasileiro.

- É movimento deles que têm grana, para emergente isso é ruim. Se você acompanhar, são as moedas de países centrais, os periféricos estão perdendo valor, porque é um movimento para (ganhar com) a alta de juros na Europa - disse o gerente.

O avanço do euro motivava investidores a buscarem ativos mais seguros e levantava dúvidas sobre as perspectivas de ganhos futuros dos exportadores europeus, disseram analistas em Londres.

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