Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Em dia volátil, dólar monitora inflação dos EUA e sobe

Sexta, 18 de Fevereiro de 2005 às 15:25, por: CdB

Após uma sessão volátil, o dólar encerrou a sexta-feira em alta atento a dados piores que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos.

No fim do dia, um leilão de compra do Banco Central contribuiu para que a moeda norte-americana subisse 0,43 por cento, para 2,574 reais.

- O BC entrou comprando e fez subir um pouco a taxa - explicou o gerente de câmbio de um grande banco estrangeiro.

- Mas continua tendo muito fluxo estrangeiro. As altas são sempre pontuais, nenhuma mudança de tendência.

No leilão, a autoridade monetária comprou dólares a 2,567 reais e, pela estimativa do gerente, o volume ficou entre 250 milhões e 300 milhões de dólares.

Na maior parte da manhã, a moeda norte-americana recuou e, na mínima, chegou a 2,553 reais - novo patamar mais baixo desde 3 de junho de 2002.

- O dólar não está tendo força para subir porque tem muito capital entrando - afirmou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista, acrescentando que a maior parte dos recursos que chegam ao país são atraídos pelos juros elevados.

Entre os motivos que favoreciam a queda pela manhã estavam o nível baixo do risco Brasil e os fortes ingressos, que chegaram a ofuscar a preocupação com o dado dos EUA.

Nos Estados Unidos, o núcleo da índice de preços no atacado (PPI, na sigla em inglês) avançou 0,8 por cento em janeiro - o avanço mais acentuado em seis anos. A previsão de Wall Street era de alta de 0,2 por cento.

- O PPI deu uma piorada nos mercados, estressou aqui e também chamou um pouco de realização. Mas não é uma mudança de posição (vendida), é mais um ajuste de carteira mesmo - disse o gerente de câmbio do banco estrangeiro.

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