Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Em cirurgia 'inédita', jovem tem sangue filtrado e recebe rim

Uma jovem de 14 anos teve seu sangue removido, filtrado e reinserido no corpo para possibilitar um transplante de rim, em uma operação inédita na Grã-Bretanha. Nascida com insuficiência renal, Megan Carter recebeu um primeiro transplante em 2011, mas o novo órgão teve de ser removido no dia seguinte porque seu organismo o rejeitou. A menina carregava anticorpos que atacavam o órgão transplantado.

Quinta, 17 de Julho de 2014 às 06:47, por: CdB
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Megan Carter rejeitou um primeiro transplante há três anos e precisou filtrar sangue para ganhar novo rim
Uma jovem de 14 anos teve seu sangue removido, filtrado e reinserido no corpo para possibilitar um transplante de rim, em uma operação inédita na Grã-Bretanha. Nascida com insuficiência renal, Megan Carter recebeu um primeiro transplante em 2011, mas o novo órgão teve de ser removido no dia seguinte porque seu organismo o rejeitou. A menina carregava anticorpos que atacavam o órgão transplantado. Desde o transplante mal sucedido, ela vinha sendo submetida a diálises. Os chamados antígenos leucocitários humanos são comuns em adultos, sendo produzidos em resposta a transplantes, gravidezes ou doações de sangue. Quanto mais anticorpos deste tipo uma pessoa tiver, menores as chances de um transplante ser bem sucedido. Ao longo de uma semana, o sangue de Megan foi removido, filtrado e reintroduzido no corpo por meio de um novo tratamento conhecido como plasmaferese. Depois do procedimento, ela pôde receber um novo rim, doado por seu pai, Edward Carter. 'Voltou à vida' Segundo a mãe de Megan, a menina "voltou à vida" desde que recebeu o transplante, há três meses, no hospital infantil Great Ormond Street, em Londres. - Seus cabelos estão sedosos, seus olhos voltaram a brilhar e ela não está mais pálida. É a menina que sempre deveria ter sido - disse Carol Carter. A partir de agora, a jovem precisará de medicamentos fortes para garantir que seu sistema imunológico não ataque o novo rim. - Na maioria dos transplantes usamos três medicamentos para reduzir a ação dos mecanismos de defesa do corpo. Neste caso, usamos quatro e eles são bem mais fortes - disse à agência britânica de notícias BBC o pediatra Stephen Marks. O cirurgião Nizam Mamode disse esperar que o transplante melhore a qualidade de vida da adolescente. - Apesar de este ser apenas o primeiro caso, esperamos oferecer a outras crianças na mesma situação uma nova oportunidade de vida.
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