Promotores italianos instauraram um inquérito para descobrir por que uma escola foi reduzida a escombros durante o terremoto que abalou San Giuliano di Puglia esta semana, ceifando o vilarejo medieval da maioria de suas crianças de seis e sete anos de idade. Tremores secundários de até 3,7 graus na escala Richter voltaram a assustar a cidadezinha neste sábado, dois dias após a tragédia que matou 26 alunos e uma professora da escola primária Francesco Iovine. No Dia de Finados, quando os católicos do mundo inteiro dedicam seus pensamentos aos entes queridos já mortos, pais e mães atordoados buscavam forças para lidar com a perda de seus filhos em San Giuliano di Puglia, cenário do pior terremoto a estremecer a Itália desde 1997. Aos prantos, famílias inteiras realizaram vigílias no necrotério improvisado em um ginásio de esportes, para onde foram levados os pequenos caixões. O sepultamento das vítimas está previsto para este domingo, o mesmo dia em que o governo italiano realizará uma reunião ministerial extraordinária para discutir a tragédia. Um porta-voz informou que, após a reunião, será anunciado um pacote de medidas para assistir as áreas atingidas pelo terremoto na região de Molise, no centro-sul do país, e na ilha da Sicília. O correspondente da CNN Chris Burns relatou que o principal ponto a ser esclarecido é por que a escola, construída na década de 1950, foi o único prédio que ruiu durante o tremor. No ano passado, a diretoria da escola ampliou o prédio, acrescentando duas salas de aula no andar superior. As autoridades vão investigar se a obra estava dentro dos padrões. Imagens aéreas de San Giuliano di Puglia mostram que diversos prédios, alguns com centenas de anos, sofreram rachaduras. A escola, porém, caiu feito um castelo de cartas, em questão de segundos. Cerca de 60 crianças estavam na escola no momento do terremoto. As equipes de resgate passaram um dia e meio revirando os escombros e retiraram 35 pessoas com vida. Outras duas pessoas - ambas mulheres - morreram em outras áreas da cidade. Por toda a região, há 3.000 desabrigados; boa parte deles perdeu suas casas na sexta-feira, em um forte tremor secundário que ultrapassou os cinco pontos na escala Richter. Neste sábado, o jornal Corriere della Sera informou que o serviço nacional de prevenção de terremotos, em relatório preparado em 1998, reclassificou as áreas de risco em toda a Itália e incluiu San Giuliano di Puglia na lista de regiões sob ameaça. Entretanto, nenhuma medida foi adotada.
Em busca de respostas
Promotores italianos instauraram um inquérito para descobrir por que uma escola foi reduzida a escombros durante o terremoto que abalou San Giuliano di Puglia esta semana, ceifando o vilarejo medieval da maioria de suas crianças de seis e sete anos de idade. Tremores secundários de até 3,7 graus na escala Richter voltaram a assustar a cidadezinha neste sábado, dois dias após a tragédia que matou 26 alunos e uma professora da escola primária Francesco Iovine.
Sábado, 02 de Novembro de 2002 às 20:51, por: CdB