Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Em assembleia extraordinária, Frente de Resistência fundou Frente Ampla

Segunda, 27 de Junho de 2011 às 12:31, por: CdB

Durante uma assembleia extraordinária realizada ontem (26), em um colégio de Tegucigalpa, capital de Honduras, 1.500 delegados/as da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) decidiram criar a Frente Ampla de Resistência Popular (FARP). O objetivo desta nova organização política é fortalecer o movimento de resistência popular do país para exigir a convocatória de uma nova Assembleia Constituinte e concorrer nas eleições de 2013.

Para Manuel Zelaya, ex-presidente hondurenho, que é coordenador da FNRP, a criação da Frente Ampla marca o início de uma nova era política em Honduras. Segundo ele, a ideia é transformar as atuais estruturas oligárquicas em um modelo social e político "democrático, revolucionário e inclusivo em resistência".

Apesar de algumas opiniões diferentes quanto à formação da FARP, a maioria dos delegados participantes da assembleia votou pela criação da Frente Ampla, e todos foram unânimes em pedir a convocação de um plebiscito para discutir sobre a Assembleia Constituinte. Ainda não há data prevista para este plebiscito.

Durante a assembleia de ontem (26), Zelaya e outros dirigentes criticaram a oligarquia hondurenha, opinando, inclusive, que essa estrutura ‘não tem o direito de continuar governando'. Os integrantes do movimento de resistência criticam o modelo oligárquico, pois acreditam que este sistema tem mantido o país entre os mais pobres da América Latina. O ex-mandatário hondurenho alertou que cerca de 70% da população de Honduras vive em situação de pobreza, enquanto outros vivem em situação de pobreza extrema.

As diferentes posições a respeito da formação ou não da Frente Ampla, foram discutidas amplamente pelas bases, pelos comitês municipais, departamentais e de bairros da Frente como uma prévia da assembleia extraordinária. Com expressiva participação, entre 90 e 95% dos/as delegados/as, votaram pela anulação da decisão da assembleia realizada no último dia 26 de fevereiro, quando a criação da Frente Ampla deveria cumprir uma série de condições.

Os militantes acreditam que o retorno do ex-presidente foi uma das condicionantes que contribuíram para a criação da FARP ontem e teve grande significado para a realização de uma nova assembleia, com sentimento de unificação dos diferentes setores e posições da Frente.

De acordo com os coordenadores da Frente Ampla, a participação na instituição será individual. Os estatutos serão discutidos junto com as bases a partir do próximo mês. O próximo passo é o recolhimento de 45 mil assinaturas para inscrever a Frente Ampla como partido político no Supremo Tribunal Eleitoral. A orientação política e ideológica da Frente Ampla Política virá da Resistência hondurenha.

Contando com forte apoio da população desde a ocasião do golpe em junho de 2009, a FNRP acredita que a Frente Ampla ‘tem tudo para ser um ator invencível para as próximas eleições'.

Manuel Zelaya ressaltou a importância da união dos membros do movimento político, lembrando que na Frente cabem todos os setores que são afetados pela política selvagem de um modelo que atingiu a milhares de hondurenhos. Ele acrescentou ainda que o país necessita de reformas estruturais profundas.

Frente Nacional

A Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP) foi criada há dois anos como uma instância para fazer frente ao golpe de Estado. Com apoio da maioria da população, a organização agora se prepara para iniciar uma nova tarefa, que é a tomada de poder no país tradicionalmente dominado pela oligarquia.

Com informações de Dick Emanuelsson e Prensa Latina

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