O governo da Colômbia anunciou na última segunda-feira a inclusão da guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) na lista de grupos considerados terroristas pela União Européia (UE). Para o presidente Alvaro Uribe, decisão demonstra o compromisso da Europa contra o terrorismo.
O Exército de Libertação Nacional foi agregado à lista pública de 'grupos ou entidades' terroristas do Conselho da UE, o que significa o rastreamento e bloqueio dos fundos bancários do movimento guerrilheiro e de seus integrantes.
- Com esta determinação conjunta e as medidas que implica, entre elas, o congelamento dos fundos e de todos os recursos econômicos deste grupo e das pessoas vinculadas se concretiza mais uma vez o compromisso da Europa na luta contra o flagelo do terrorismo e seus delitos conexos - assinalou um comunicado oficial.
O governo colombiano acrescentou que com a inclusão do ELN 'se torna realidade o princípio de co-responsabilidade que deve alentar a comunidade internacional para impedir e prevenir oportunamente todas as formas de terrorismo'.
O Executivo colombiano destacou o apoio europeu 'através da cooperação policial e judicial' para combater o terrorismo. O grupo rebelde de esquerda, fundado em 1965 e com mais ou menos 5 mil integrantes, é o segundo em tamanho no país depois das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
O ELN figurava na lista de organizações consideradas como terroristas pelos Estados Unidos, junto com as Farc e o grupo paramilitar de direita Autodefesas Unidas da Colômbia (AUC).
As Farc e as AUC já apareciam na relação de organizações terroristas da UE, que foi criada em 2001 depois dos ataques de 11 de setembro nos EUA e na qual também aparecem grupos da Espanha, Irlanda e Palestina.
ELN entra na lista de grupos terroristas da Europa
Terça, 06 de Abril de 2004 às 02:08, por: CdB