Rio de Janeiro, 03 de Maio de 2026

Elijah Wood está em filme sobre holocausto na Ucrânia

Terça, 25 de Outubro de 2005 às 14:21, por: CdB

Depois de conquistar uma legião de fãs no papel do hobbit Frodo na trilogia O Senhor dos Anéis, o ator Elijah Wood optou por fazer um filme pequeno e independente.

Uma Vida Iluminada marca a estréia na direção e roteiro do ator Liev Schreiber, o filho de Meryl Streep em Sob o Domínio do Mal, que adaptou o livro Tudo se Ilumina, de Jonathan Safran Foer.

O pano de fundo do holocausto na Ucrânia pode dar a impressão que o filme seja um drama de época pesado e arrastado, mas longe disso.

Uma Vida Iluminada está mais para uma comédia agridoce, sobre um jovem judeu norte-americano que vai à Europa em busca da mulher que salvou a vida de seu avô. É um olhar terno do presente sobre um passado doloroso.

O personagem de Wood tem o mesmo nome do escritor do livro, Jonathan, e desde pequeno gosta de colecionar objetos inusitados, guardados em saquinhos.

Pouco antes de morrer, sua avó lhe entrega uma foto antiga do avô que começa a representar um mistério para o rapaz.

Na Ucrânia, em busca da mulher que ajudou o seu avô a fugir dos nazistas, ele será guiado por um jovem tradutor, o avô cego e uma cachorra chamada Sammy Davis Jr.

Desse diálogo entre dois continentes e duas gerações surge as situações mais engraçadas e ternas do filme, que a partir de então se torna um road movie.

O quarteto sai em busca da mulher misteriosa, mas ao mesmo tempo vai mergulhar numa viagem de autodescoberta e aceitação. Assim, o filme explora feridas do passado histórico e pessoal, interferindo no presente de cada personagem.

O tradutor é interpretado pelo hilariante Eugene Hutz, que também é cantor e vocalista da banda de punk cigano Gogol Bordello. Ele assina a trilha sonora do filme, com músicas regionais.

Com fotografia de Matthew Libatique, mesmo em Réquiem para um Sonho, Schreiber cria um mundo de choque entre culturas, mas com um olhar carinhoso para o inusitado.

Alguns momentos são inesquecíveis, como o campo florido de girassóis ou a água do rio iluminada à noite.

O cineasta se mostra não só um bom diretor de atores, como também um ótimo contador de histórias e criador de imagens.

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