Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Eletronuclear nega irregularidades nas obras de Angra 3

Em nota divulgada nesta quarta-feirasobre o Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado na última terça-feira, que apontou irregularidades em 48 obras públicas, incluindo a usina nuclear de Angra 3, a Eletronuclear declarou que “não se pode considerar que exista sobrepreço em um contrato cujo aditivo para retomada ainda não foi assinado”. (leia mais)

Quarta, 01 de Outubro de 2008 às 13:39, por: CdB

 Em nota divulgada nesta quarta-feirasobre o Relatório de Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgado na última terça-feira, que apontou irregularidades em 48 obras públicas, incluindo a usina nuclear de Angra 3, a Eletronuclear declarou que  “não se pode considerar que exista sobrepreço em um contrato cujo aditivo para retomada ainda não foi assinado”. A empresa é a responsável pela administração e operação das usinas nucleares brasileiras.

O assessor da presidência da estatal, Leonam dos Santos Guimarães, esclareceu que, após auditoria realizada pelo TCU, a Eletronuclear assinou acórdão emitido pelo tribunal com orientações para o desenvolvimento da renegociação do contrato para retomada das obras da usina.

- Nós estamos renegociando o contrato com a empreiteira dentro desses parâmetros  estabelecidos pelo acórdão do TCU - disse.

A expectativa é que essa renegociação seja concluída ao longo deste mês, para, então, a Eletronuclear retomar o contrato, em termo aditivo que passará pela análise do TCU.

- Se a avaliação for positiva, aí, sim, o contrato vai ser assinado - ressaltou.

Para Guimarães, com a divulgação de que as obras de Angra 3 tenham irregularidades, como sobrepreço ou superfaturamento, foi um mal entendido da imprensa que não soube compreender o relatório do TCU.

- E nem pode detectar irregularidades, na medida em que o contrato não existe. Ele não foi firmado ainda. O que existe em vigor é um aditivo de paralisação. O que nós estamos agora negociando é um aditivo para retomar a obra - reiterou.

A Eletronuclear destacou, ainda, que “o relatório que consubstanciou o referido acórdão conclui que não foram constatados indícios de irregularidade grave, nas obras da Usina Termonuclear Angra 3, que recomendem a paralisação do empreendimento”. 

As obras da usina estão avaliadas em R$ 1 bilhão. A previsão para o início da construção de Angra 3 é abril do ano que vem. A usina deve estar pronta para entrar em operação em setembro.

- Essas são as metas que nós perseguimos. E, até o momento, não existe razão para dizer que elas não vão ser cumpridas - disse o assessor da Eletronuclear.

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