Em resposta à prefeitura de Angra dos Reis, que pediu o desligamento das usinas nucleares de Angra 1 e Angra 2 em razão das fortes chuvas e a interrupção da Rio-Santos, o que poderia causar um problema em caso de uma emergência nuclear, o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, afirmou que "desligar as usinas sem uma real necessidade técnica seria um ato de gestão irresponsável, dada sua importante contribuição ao funcionamento do Sistema Elétrico Interligado Nacional".
– No que tange ao funcionamento das usinas e de seu Plano de Emergência, as mesmas estão funcionando de forma estável, a 100% de potência, sem qualquer ameaça ao seu funcionamento. Fazendo uma comparação, estão como um avião em velocidade de cruzeiro, voando sem turbulências –, diz o comunicado divulgado na tarde deste domingo, anunciando a decisão.
O presidente da estatal disse ainda que os reatores estão garantindo cerca de 40% do consumo do estado do Rio de Janeiro e que Angra 1 e 2 poderão ser desligadas com segurança a qualquer momento, mas essa seria uma decisão baseada em critérios técnicos.
O pedido de desligamento das unidades foi feito na manhã deste domingo, pelo prefeito de Angra dos Reis, Tuca Jordão. A cidade de Angra está em estado de calamidade pública desde a última sexta-feira, após deslizamentos de terra que já mataram mais de 40 pessoas.