O uso das reservas de urânio do país deveria ter uma dimensão equivalente à dada ao petróleo da camada pré-sal, defendeu o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães.
Segundo ele, o Brasil, que está entre as quatro maiores reservas mundiais de urânio ao lado da Austrália, Cazaquistão e Canadá, não se beneficia de maneira adequada deste recurso. O executivo ressaltou que falta uma decisão política para que o país possa exportar o insumo.
– É um decisão que precisa ser tomada. Seria um absurdo não transformar isso em benefício para o país –, disse em congresso latino-americano de energia no Rio de Janeiro.
– Não há uma proibição legal para a exportação, mas é preciso um decisão política –, acrescentou.
O Brasil possui reservas provadas de cerca de 300 mil toneladas de urânio, e um potencial que pode chegar a mais de 1 milhão de toneladas, de acordo com dados das Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
– Equivalente a 40% a 45% (do potencial energético) das reservas já provadas no pré-sal –, destacou o executivo, completando que se as estimativas se confirmarem, o Brasil será a segunda maior reserva mundial de urânio, atrás apenas da Austrália.
Guimarães informou que o yellow cake – produto no qual o urânio é transformado logo após ser retirado das minas – é negociado internacionalmente com cotação de US$ 132 mil por tonelada. O Brasil não vende o produto a outros países e, segundo o executivo, a comercialização desse produto deveria passar por uma ampla discussão.
– Tem um alto valor agregado e capacidade de geração de divisas –, afirmou, destacando que as usinas de Angra I e II consomem juntas 400 toneladas do produto por ano.
Ele explicou que a exploração do recurso é monopólio da União e um dos argumentos para a não exportação do produto beneficiado é o risco de uso para fins bélicos, como a fabricação de bombas atômicas.
No entanto, o assessor ressaltou que a China, que não possui reservas de urânio, está construindo 25 usinas nucleares e com planos de expandir ainda mais o parque de geração nuclear do país nos próximos anos, o que vai gerar grande demanda pelo insumo.
Eletronuclear defende revisão de política para exploração de urânio
O uso das reservas de urânio do país deveria ter uma dimensão equivalente à dada ao petróleo da camada pré-sal, defendeu o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães. O Brasil está entre as quatro maiores reservas mundiais de urânio ao lado da Austrália, Cazaquistão e Canadá.
Quinta, 03 de Fevereiro de 2011 às 08:25, por: CdB
O uso das reservas de urânio do país deveria ter uma dimensão equivalente à dada ao petróleo da camada pré-sal, defendeu o assessor da presidência da Eletronuclear, Leonam Guimarães.
Segundo ele, o Brasil, que está entre as quatro maiores reservas mundiais de urânio ao lado da Austrália, Cazaquistão e Canadá, não se beneficia de maneira adequada deste recurso. O executivo ressaltou que falta uma decisão política para que o país possa exportar o insumo.
– É um decisão que precisa ser tomada. Seria um absurdo não transformar isso em benefício para o país –, disse em congresso latino-americano de energia no Rio de Janeiro.
– Não há uma proibição legal para a exportação, mas é preciso um decisão política –, acrescentou.
O Brasil possui reservas provadas de cerca de 300 mil toneladas de urânio, e um potencial que pode chegar a mais de 1 milhão de toneladas, de acordo com dados das Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
– Equivalente a 40% a 45% (do potencial energético) das reservas já provadas no pré-sal –, destacou o executivo, completando que se as estimativas se confirmarem, o Brasil será a segunda maior reserva mundial de urânio, atrás apenas da Austrália.
Guimarães informou que o yellow cake – produto no qual o urânio é transformado logo após ser retirado das minas – é negociado internacionalmente com cotação de US$ 132 mil por tonelada. O Brasil não vende o produto a outros países e, segundo o executivo, a comercialização desse produto deveria passar por uma ampla discussão.
– Tem um alto valor agregado e capacidade de geração de divisas –, afirmou, destacando que as usinas de Angra I e II consomem juntas 400 toneladas do produto por ano.
Ele explicou que a exploração do recurso é monopólio da União e um dos argumentos para a não exportação do produto beneficiado é o risco de uso para fins bélicos, como a fabricação de bombas atômicas.
No entanto, o assessor ressaltou que a China, que não possui reservas de urânio, está construindo 25 usinas nucleares e com planos de expandir ainda mais o parque de geração nuclear do país nos próximos anos, o que vai gerar grande demanda pelo insumo.