Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Eletrobrás negocia fatia na usina de Chapecó

Sexta, 09 de Setembro de 2005 às 12:59, por: CdB

A Eletrobrás negocia a compra da participação da Companhia Vale do Rio Doce na usina hidrelétrica de Foz de Chapecó para garantir a continuidade do projeto, afirmou o presidente da holding estatal, Aloisio Vasoncelos.

De acordo com o executivo, além de Chapecó --em Santa Catarina e com capacidade para 855 megawatts--, a estatal estuda a compra da fatia de cerca de 16 por cento da anglo-australiana BHP Billiton na usina hidrelétrica de Estreito, no rio Tocantins (divisa entre Tocantins e Maranhão), com capacidade para 1.087 megawatts, e a usina hidrelétrica de São Salvador, da Tractebel, em Santa Catarina, que pode gerar 241 megawatts.

- A Eletrobrás tem responsabilidade de dar ao país energia em quantidade e qualidade para atender a demanda do crescimento do PIB, então estamos tentando reativar projetos que podem ser ativados no curto espaço de tempo e participar dos leilões de energia - afirmou Vasconcelos a jornalistas nesta sexta-feira.

A Vale do Rio Doce anunciou em agosto que deseja vender a sua participação de 40% na usina hidrelétrica de Chapecó, cujo projeto ficou mais caro do que o previsto inicialmente. Sobre a fatia de 30% que detém na usina de Estreito, a mineradora tem manifestado que é importante para sua equação de energia dos próximos anos, já que a Vale tem unidades produtivas naquela região do país.

O presidente da Eletrobrás disse que, além de assumir as usinas para garantir a continuidade dos projetos, pretende arrematar pelo menos metade das 17 novas usinas que deverão ser oferecidas no leilão de energia nova previsto para o final deste ano.

Para isso, a empresa estuda junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiamento hoje não permitido para empresas públicas, para que as companhias do grupo --Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul-- tenham competitividade no leilão.

Vasconcelos informou ainda que no próximo dia 21 assina convênio com a Petrobras, mas não forneceu detalhes.

- Nós vamos assinar um acordo com a Petrobras de cooperação técnica muito importante para o país (...) A partir desse acordo muitas coisas vão se transformar para melhor no setor elétrico brasileiro - limitou-se a dizer.

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