Empregados do setor de energia francês, que cortaram a eletricidade da Torre Eiffel por alguns minutos na noite desta quarta-feira, mantiveram sua luta contra a privatização de uma estatal nesta quinta-feira, restaurando o fornecimento de energia elétrica a lares com as contas atrasadas.
A empresa estatal Electricité de France (EDF), que deve ser privatizada parcialmente, disse que estava planejando uma ação legal depois que empregados liderados pelo sindicato CGT cortaram brevemente o fornecimento de energia para lojas e residências na famosa avenida Champs Elysées.
Segundo o sindicato, os trabalhadores estão preocupados com o futuro de seus empregos em um país com uma forte presença do serviço público. Uma porta-voz da Torre Eiffel, uma das atrações turísticas mais visitadas do mundo, disse que o breve corte de energia não chegou a afetar os negócios.
Cortes similares atingiram ainda o Palace Elysée, residência oficial do presidente Jacques Chirac, na quarta-feira, antes que os geradores entrassem em ação.
Essa é mais uma dor de cabeça para Chirac depois que seu partido UMP foi derrotada nas eleições européias de domingo, um segundo revés em três meses para um governo conservador impopular por causa do desemprego, das reformas e dos cortes de gastos.