Rio de Janeiro, 05 de Agosto de 2026

Eleitores egípcios vão às urnas em eleição histórica

Os egípcios compareceram em massa às urnas neste sábado pela primeira vez desde que o ex-presidente Hosni Mubarak foi derrubado, para votar em um referendo de reformas constitucionais, as quais os governantes militares esperam que permitam a realização de eleições daqui a seis meses.

Sábado, 19 de Março de 2011 às 10:09, por: CdB
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Os egípcios compareceram em massa às urnas neste sábado pela primeira vez desde que o ex-presidente Hosni Mubarak foi derrubado, para votar em um referendo de reformas constitucionais, as quais os governantes militares esperam que permitam a realização de eleições daqui a seis meses. As filas com centenas de pessoas que votaram pela primeira vez se formaram pela manhã em todo o país, em uma votação cujo desfecho não é conhecido antecipadamente. O resultado determinará com que rapidez o Egito poderá realizar eleições. – É muito cedo para determinar o número de eleitores presentes, mas está claro que isso é um fato inédito – disse Ahmed Samih Farag, um ativista de direitos humanos e observador da Coalizão Egípcia para a Monitoração das Eleições. O Egito está efervescendo com o debate sobre o referendo e o país está dividido entre aqueles que dizem que a constituição precisa ser completamente reescrita e outros que defendem que as emendas serão suficientes por enquanto. – Eu votei pelo sim. Sim para a estabilidade e para que as coisas voltem ao normal – disse Mustafá Fouad, 24, um engenheiro que votou no Cairo. O eleitor Atef Farouk, que chegou ao mesmo local de votação com sua esposa e três filhos que agitavam uma bandeira do Egito enquanto seus pais votavam, no entanto, discorda de Fouad. – Eu votei pelo não. Isso não é o suficiente. Queremos uma nova constituição – disse Farouk, 41. O resultado do referendo deve ser anunciado na noite de domingo ou na manhã de segunda-feira, disse à Reuters um membro de um comitê judicial envolvido na fiscalização da votação. – O país é finalmente nosso e jamais deixaremos que ele deixe de sê-lo novamente, ficando em casa quando devemos estar exatamente aqui, na fila, para que nossas vozes sejam ouvidas. Sou velha e isso não é para mim, é para os meus filhos... É importante que eu lhes ensine que a sua opinião conta – disse Om Sayyed, 65. As emendas foram escritas por um comitê judicial escolhido pelos governantes militares, para quem Mubarak entregou o poder no dia 11 de fevereiro. Eles foram nomeados para dar início às eleições legislativas e presidenciais que permitirão que os militares entreguem o poder a um governo civil eleito. Mubarak foi forçado a renunciar depois que uma onda de protestos exigiu a sua saída, pondo fim a um governo autoritário no país que ele governou durante três décadas.
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