As eleições na Turquia, vencidas pelo governo - mas, uma exceção no continente - e o referendo na Itália, no qual o primeiro-ministro da direita Sílvio Berlusconi foi fragorosamente derrotado, constituem um retrato da Europa hoje (leiam as duas notas abaixo).
Na Turquia, uma potência regional emergente, consagrou-se um governo e a vitória do seu partido islamita - mas laico - de centro, nacionalista e reformador; na Itália, a derrota total de Berlusconi. Mais uma, na série que lhe foram infringidas pelos italianos nas últimas semanas, a principal destas, a perda das eleições municipais em Milão e Napoles.
O velho continente com seus países em séria crise - alguns até falidos, outros a caminho - vai às urnas, derrota seus governos (exceção desta de Ancara) e a Europa não sai do impasse econômico e social em que mergulhou há meses. A Grécia caminha para a moratória e a Espanha, Portugal e Irlanda não têm como pagar a rolagem da dívida.
Nem todo ajuste, ortodoxo, inflexível, duro, que tem provocado protestos, basta. A pseudo economia trazida pelos ajustes acaba indo toda para os juros, sem diminuir o déficit e a dívida pública, um circulo vicioso que indica que todos os países vão para o mesmo destino que a Grécia: a moratória.
Eleições turcas e italianas, um retrato da Europa
Segunda, 13 de Junho de 2011 às 14:25, por: CdB