Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Eleições portuguesas têm baixa participação

Domingo, 20 de Fevereiro de 2005 às 09:04, por: CdB

A baixa participação e a normalidade marcaram as primeiras horas das eleições legislativas antecipadas que são realizadas neste domingo em Portugal para eleger 230 deputados da Assembléia da República (Parlamento). O Secretariado Técnico dos Assuntos para o Processo Eleitoral (STAPE) informou que até as 12h horas (9h de Brasília) 21.93% dos eleitores inscritos já tinham votado.

As eleições são realizadas em um dia de bom tempo e temperaturas agradáveis, mas os portugueses costumam comparecer às urnas de tarde, por volta das 19h (16h de Brasília). Apenas no arquipélago das Ilhas Açores há previsão de chuva, mas as autoridades informaram que os 262 colégios eleitorais abriram na hora prevista.

Informou-se de alguns boicotes às eleições em dois pequenos povoados do distrito de Guarda (norte), perto da fronteira com a Espanha. Os moradores de Canas de Senhorim (centro) não participam das eleições em protesto contra a não-municipalização da localidade.

José Manuel Durão Barroso, ex-primeiro-ministro e atual presidente da Comissão Européia (CE, braço executivo da União Européia), foi o primeiro político a votar, já que tinha que viajar para Londres. Nos colégios eleitorais nos quais votam os cinco líderes de partidos políticos com representação parlamentar e o presidente de Portugal, Jorge Sampaio, foi utilizado o voto eletrônico.

- As pessoas têm que assumir que as soluções para Portugal estão em suas mãos e devem votar, porque esta é uma oportunidade que não pode ser desperdiçada - afirmou Sampaio ao votar com sua esposa.

O líder do Partido Socialista, José Sócrates, que parte como favorito para ganhar as eleições, votou na localidade de Covilhá, no distrito de Castelo Branco (centro), pelo qual é candidato a deputado. O primeiro-ministro interino e líder do Partido Social Democrata (PSD), Pedro Santana Lopes, pediu, após votar, que os portugueses participem.

O presidente do democrata cristão Partido Popular (CDS-PP), Paulo Portas, disse que depositou seu voto "com a consciência tranqüila" e que será o povo quem decidirá o novo governo para Portugal. O dirigente do Bloco de Esquerda, Francisco Lousá, mostrou-se "muito confiante" no futuro e afirmou que é "importante combater o abstencionismo".

Segundo o líder do Partido Comunista Português (PCP), Jerónimo de Sousa, a participação de manhã era maior do que em outras ocasiões. A abstenção nas sucessivas legislativas portuguesas apresentou ascensão, de 21,4% em 1983 para o recorde de 38,1%, em 1999.

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