As eleições presidenciais no Líbano foram adiadas mais uma vez, nesta sexta-feira, apesar de um acordo selado entre líderes rivais para dar o cargo ao chefe das Forças Armadas, Michel Suleiman. Os parlamentares reuniram-se no prédio do Poder Legislativo, localizado no centro de Beirute e envolto em um grande esquema de segurança, para uma sessão de votação a ser iniciada às 13h (9h em Brasília). Mas a sessão acabou adiada para terça-feira ao meio-dia (8h em Brasília), fazendo desta a sétima vez em que o processo é postergado desde 25 de setembro.
O presidente do Parlamento, Nabih Berri, um dos líderes da oposição, anunciou o adiamento em um comunicado lido em nome dele depois de conversar com o líder do bloco majoritário, Saad al-Hariri. A transferência da sessão para o dia 11 de dezembro mostra que os dois lados acreditam estar perto de firmar um acordo amplo de compartilhamento de poder capaz de garantir o quorum necessário de dois terços para eleger Suleiman.
As negociações diretas entre a maioria governista, contrária à Síria, e a oposição liderada pelo Hezbollah -- intermediadas pelo ministro das Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, nesta semana -- não conseguiram chegar a um acordo sobre como reformar a Constituição para permitir a eleição de Suleiman.
Michel Aoun, líder da oposição cristã e que também fez algumas exigências, ainda não consentiu com o novo plano.
– As coisas estão caminhando na direção certa, mas precisamos de mais tempo – afirmou um político.