A onda de violência que está acontecendo no Iraque, dias antes da eleição de 30 de janeiro era esperada tanto pelo Governo Interino do Iraque quanto pelos EUA.
Começa a ser desenhada a tão prevista guerra civil, silenciosamente, mas já iniciada.
Não é arriscado dizer que os responsáveis pelos atuais ataques são sunitas.
Três grupos insurgentes sunitas no Iraque ameaçaram a população para que não vote nas eleições marcadas para 30 de janeiro. Descrevendo as eleições como uma "farsa suja", um comunicado divulgado em um website disse que quem participar das eleições não estará seguro.
Líderes xiitas, que representam a maioria do país, por sua vez, declararam que as eleições são um dever religioso.
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As autoridades eleitorais não assumem, mas há boatos de que 700 funcionários que participariam da preparação para o pleito pediram demissão depois que receberam ameaças.
Não se houve mais falar em líderes xiitas, como Moqtada Al Sadr, que há alguns meses foi o responsável pelo levante na cidade de Najaf, seu tradicional reduto. Eles estão "calmos".
A explicação para isso é simples. A população do Iraque se divide em 60% de xiitas, 30% de sunitas e 10% de curdos.
Os xiitas viveram oprimidos pelo governo sunita de Saddam Hussein e agora querem a sua fatia do poder, aliás, todo o poder.
Os sunitas sabem que perderão tudo o que tiveram durante o governo do ex-ditador e que ainda correm o risco de sofrer uma "vingança silenciosa".
Já os curdos, espremidos no norte do país,